14 outubro 2008

Corrida Campo Pequeno

Foi no passado dia 2 de Outubro que o GFAL fechou a época 2008, na monumental de Lisboa, a praça de toiros do Campo Pequeno.

Não menos importante foi a fardação ter sido em minha casa, que me encheu de orgulho… e marcas nas paredes.

Corrida de Gala à Antiga Portuguesa em que foram lidados seis toiros de diferentes ganadarias: Conde Cabral, Rio Frio, Ortigão Costa, Passanha, Eng.º Luís Rocha e Pégoras.

Calhou-nos em sorte para pegar o primeiro, o terceiro e o quinto da ordem:

O toiro de Conde Cabral, com 502Kg de peso era bravo e arrancava-se de quaisquer terrenos mas não se fixava muito – para a pega foi o Casaca: citou de largo e fechou-se muito bem à córnea aguentando os derrotes do toiro. Boa ajuda do Bombeiro, que se despediu das lides (até quando? );

O toiro de Ortigão Costa, que tinha 510Kg de peso, deixou-se lidar mas não tinha muita força – Francisco Mira foi o contemplado. À primeira tentativa o toiro humilhou demasiado e não se conseguiu fechar correctamente, fechando-se bem à barbela na segunda tentativa. Grande ajuda do Bruno Mendes Pereira!

Para o quinto da ordem, um toiro do Eng.º Luís Rocha que se refugiou um bocado mas sem complicar muito, foi chamado o Manuel Guerreiro que após a segunda tentativa lesionou-se no ombro e teve que ser dobrado pelo Lucas, que consumou a pega à segunda com ajudas já carregadas.

Para acabar em grande esta época só falta um dia bem passado a buer uns copázios entre amigos… Que me dizem??

Abraço para todos e… Para o GFAL venha vinho?! VENHA!!



António Correia de Campos



15 setembro 2008

HOUVE TOIRO NO SOBRAL


- Praça de Toiros: Sobral de Monte Agraço
- Data: 14 de Setembro de 2008, pelas 18.00h
- Empresa: Paulo Pessoa de Carvalho
- Ganadaria: Luís Sousa Cabral
- Cavaleiros: António Telles, Luís Rouxinol e Ana Batista
- Grupos de Forcados: Amadores de Lisboa e Coruche capitaneados por José Luís Gomes e Amorim Lopes
- Assistência: Casa Cheia

Mais uma vez fomos convidados para pegar no Sobral. O empresário Paulo Pessoa de Carvalho, com o dinamismo que o caracteriza, montou um cartel, que continha todos os elementos para proporcionar um óptimo espectáculo e felizmente assim o aconteceu, tirando o enorme percalço sofrido pela cavaleira Ana Batista, aquando da lide do 3º toiro da ordem, que lhe custou uma fractura no braço esquerdo. Aproveito desde já, em nome do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, para lhe endereçar às rápidas melhoras e que volte depressa às arenas.

Foi por volta das 15.00h, encontramo-nos na Casa de Exma. Senhora D. Condessa de Sobral, onde fomos recebidos, uma vez mais, com enorme simpatia e hospitalidade pela Dr.ª Matilde Costa e pela sua família, o que muito agradecemos.

Aproveitando esta oportunidade, não posso deixar passar esta oportunidade para mostrar toda a minha indignação acerca da hora que alguns forcados chegam ao fardamento. A meu ver é inadmissível que forcados com méritos reconhecidos cheguem à hora e até antes da hora marcada e ver alguns, que ainda querem ser forcados, chegarem 45 minutos antes da corrida começar. Foi para mim desolador ver chegar elementos, que têm necessidade de firmar os seus créditos, já decorria o fardamento e mais estupefacto fiquei quando esses elementos não ficaram minimamente aborrecidos por não se fardarem. Meus amigos andar na rua a dizer que se quer ser não chega, é preciso mostrar que se quer e chegar atrasado não é a melhor forma de mostrar aquilo que se quer ser. A vossa sorte é que o José Gomes é amigo, porque se fosse com outros ficavam todos na rua ou iam comprar bilhete se quisessem ver a corrida.

Mas adiante, a corrida estava bastante badalada, principalmente devido ao curro de Toiros enviados pelo Ganadeiro. O Sr. Luís Sousa Cabral enviou para o Sobral (até rima) um curro de toiros bastante sério de trapio, que pesados a “olhómetro” oscilaria entre os 500Kg e os 580Kg, tendo todos 5 anos de idade, excepção feita ao 2º da tarde que estava ferrado com o numero 2 na espádua da mão direita.

O nosso primeiro toiro, foi toureado pelo António Telles, mostrou-se bastante codicioso, andado atrás do cavalo atrás do cavalo do ginete da Torrinha sem problemas de maior, mostrando sempre a idade que tinha apertando para tábuas sempre que pressentia que podia “agarrar” o cavalo. Para pegar este Toiro foi escolhido o João Galamba Júnior. Este forcado atravessa um belo momento e mais uma vez soube agarrar a oportunidade que lhe foi concedida. Não se deixando intimidar pela seriedade do seu oponente, o João foi bonito para o toiro e quando chegou ao sitio, onde a boca começa a saber a “papéis de música”, carregou com saber e atendendo á pronta investida do toiro, recuou com serenidade e com arte, esticando o toiro até este lhe meter a cara, para depois se agarrar com alma, suportando o 1º derrote, e contando com uma extraordinária 1º ajuda do Luís Segão e do resto do grupo.

O nosso segundo toiro, era quanto a mim, o maior de todo o curro, e depois de colher aparatosamente a cavaleira Ana Batista no inicio da cravagem dos ferros curtos, foi António Telles, na Qualidade de Director de Lide, que acabou por cravar os ferros curtos. O toiro era muito, mas muito sério e precisava de um forcado que soubesse estar em frente dele, que mandasse na sorte. Achou, e muito bem, o Cabo, que esse forcado era o Manuel Guerreiro. O Manuel começou o cite bem no centro da arena, porque isto de se chamar todos os toiros atrás do meio do redondel, não serve para todos os toiros e quando assim o é, por sistema, só mostra ignorância e não valentia como se diz por aí. Mas voltando ao que interessa, depois do cite, o toiro arrancou com prontidão e o Manuel, recuando-lhe na cara, tirou-lhe toda a violência de investida que o toiro tinha manifestado na lide. Espectacularmente ajudado na frente, uma vez mais pelo Bombeiro, o grupo fechou com decisão, uma pega que pareceu fácil, tendo sido esta rematada pelo Francisco Mira.

Se o 3º da tarde tinha sido o maior, como não podia deixar de ser o 5º foi o pior. É sempre assim, vamos lá dizer mal da sorte, para quê? Ganhamos sempre o mesmo. E desta vez quem ganhou foi o Pedro Miranda, talvez tenha sido uma prenda de casamento adiantada. Seguindo a velha máxima “Cordobés em Córdoba”, o Pedro foi para a cara deste toiro, que andou sempre com a cara nas nuvens, quando recebia os ferros curtos, do cavaleiro Luís Rouxinol. Tardo de investida, duro quando se empregava e sempre com alguma dificuldade em colocar-se no sítio, recebeu muitos capotazos para ser colocado, o que causou alguma ansiedade em alguns sectores do público. O Pedro foi sereno para o toiro, carregou no momento certo e recuou aquilo que pode, porque o “amarelo” ou "caramelo" saiu para o comer. Com uma investida alta e bruta, o Pedro agarrou-se até “Almeida”, tendo sido bem ajudado pelo Bombeiro, mas as coisas, no meio do grupo, não funcionaram, acabando o Pedro por sair juntos às tábuas, onde só estava com ele o Nelson Lopes , perdendo-se assim uma grande pega. Na segunda tentativa o Trolhone (pronto, eu já sabia que estavam à espera disto) não esteve bem e levou com ele em cima. Esta pega foi consumada ao terceiro intento, já com ajudas carregadas e com pouco brilho, mas para mim foi como se me tivesse saído o Euromilhões, porque tive oportunidade de ver um forcado com raça, sempre a crescer e um 1º ajuda que sabe ajudar carregado como poucos. Na minha opinião devia ter, o Luís Bombeiro, dado uma volta à praça, não só pelo que fez neste toiro, mas por aquilo que fez nos outros, mas como bem sabes Luís, o nosso grupo e os seus elementos servem mais para serem criticados do que apreciados, mas também não tem problema. Todos nós sabemos o que valemos e especialmente sabemos bem que o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa é o MAIOR E O MELHOR GRUPO DO MUNDO.
Pelo GFAL
Venha Vinho
Nunoburra

11 setembro 2008

Corrida Portimão





Nota de redacção:
A crónica desta corrida já deveria estar no nosso Blog há muito tempo, pois a corrida realizou-se dia 7 de Agosto, mas devido a um atraso considerável da apresentação da crónica por parte de um elemento, decidi que deveria ser eu a escrever pois já vamos com um mês de atraso.

PORTIMÃO, 07 Agosto, 22h

Toiros de Pontes Dias
Luís Rouxinol
José Luís Gonçalves
Forcados Amadores de Lisboa.

Pelas 21h, e um pouco fora do comum juntamo-nos em plena praia da Rocha em Portimão mesmo ao lado da badalada discoteca Sasha para a fardação. Tínhamos uma corrida de toiros diferente das outras, pois a corrida constava de Flamenco, Sevilhanas e Fado, para a arena apenas iriam sair dois toiros, um a cavalo e outro a pé.

Após uma hora de espectáculo de Flamenco entramos para as cortesias e pouco tempo depois já o Manuel Guerreiro citava o toiro. Toiro essa que estava grande, bem apresentado, apesar de ter demonstrado pouca colaboração na lide de Rouxinol.
O Manel teve muito bem a aguentar onde "atásca" pois o toiro pela mansidão que transmitiu estava tardo na arrancada. Quando arrancou o Manuel fechou-se exemplarmente com o toiro sempre com a cara por cima e com uma grande ajuda do Bombeiro, que fazia "17" anos às 24'00!!!!

Fomos jantar a Armação de Pêra e alguns elementos seguiram novamente para Portimão a fim de festejar os 16º, 17º ou 19º aniversário do Luís! (peço desculpa mas não sei ao certo a idade deste jovem forcado)!!!

Um abraço a todos

Francisco Mendonça Mira.

09 setembro 2008

Dilúvio no Alandroal

Alandroal, 5/9/2008, 22:00

Praça: portátil\fixa

Cartel: Luís Rouxinol, João Salgueiro e Ana Batista

Forcados: Lisboa, Vila Franca e Aposento do Alandroal

Toiros: Canas Vigouroux e Falé Filipe


No passado dia 5 do corrente mês fomos pegar uma corrida de toiros, integrada no Festival da Juventude e nas Festas em Honra de Nossa Senhora da Conceição no Alandroal. Corrida essa que o tempo sempre ameaçou, pois parecia que chovia em todo o País menos na pacata localidade Alentejana.


O nosso 1º toiro da ganadaria Canas de Vigouroux, demonstrou-se bastante desinteressado da lide, muito manso e sempre a querer fugir ao castigo. Visto isto, o cabo arriscou uma estreia na arte de cernelhar, o Mota Ferreira, forcado já feito nas cernelhas em ferras de manso mas aqui a iniciar a faceta de cernelheiro. O Mota e o Miguel Viegas viram algumas dificuldades pois o toiro nunca encabrestou e também nunca se parou perto da trincheira para uma entrada “destapada”. Com estes contratempos recolheram à teia e foi já a sesgo para a cara do toiro o Pedro Miranda, que se deparou com muitas dificuldades para o pegar de caras nas 3 tentativas efectuadas, pegou sem dificuldade com o toiro já entregue de cernelha com o Miguel Viegas a rabejar.


Para o 2º da noite, e noite essa que já chovia “a potes”, foi escolhido o João Galamba Jr, que tem andado muito acertado esta temporada com pegas vistosas e de boa técnica. Decisão essa acertada pois o “no sapato” esteve muito bem em todos os tempo da pega, cite, carregar, recuar, reunir e aguentar a viagem. Pega vistosa com o grupo a fechar.


O jantar foi animado no Zé do Alto, com o nosso Rijinho a gastar cerca de 500€ em sms’s... O temporal não nos permitiu ir para a feira local então fomos para o Espadinha em Vila Viçosa beber umas minocas até às tantas!!!


Um Abraço a todos e até aos LUÍS CABRAISSSSSSSSS!!!!

Francisco Mendonça Mira

04 setembro 2008

01 setembro 2008

Fotografias das Corridas de Albufeira e Nazaré

Albufeira
Manuel Guerreiro

Francisco Mira


Nazaré

João Lucas
Pedro Batista
João Galamba Jr.

Fotos gentilmente cedidas pelo amigo Joaquim Mesquita.

Um abraço,
Francisco Mendonça Mira

26 agosto 2008

Albufeira City


Nesta carismática terra algarvia, realizou-se mais uma corrida RTP Algarve na qual estivemos presentes. O elenco era constituído pelos cavaleiros Rui Salvador, Luís Rouxinol, João Salgueiro, Sónia Matias, Ana Batista e o cavaleiro algarvio Filipe Gonçalves, e, ainda, os grupos de forcados de Coruche e Alcochete. A ganadaria era Herdade das Sesmarias, pertencente ao antigo matador de toiros Fernando dos Santos!

Com cartel de quase “ no hay billetes” , nesta noite demonstramos mais uma vez quem somos e porque somos um dos grupos mais conceituados da História do Forcado…
No primeiro toiro da noite, abriu praça o Manel Guerreiro com uma pega à primeira tentativa com técnica e sem complicações no momento da reunião! Também na concretização desta pega é de Destacar a grande ajuda do “ Bombeiro” que acreditou até ao fim!
O nosso segundo toiro que nos calhou, era um toiro bastante tardo, mas ao qual o Francisco Mira realizou a pega da noite, sem duvidas, tendo aguentado uns quantos derrotes! Pega essa brindada ao Presidente da Câmara de Albufeira. Arte , poder e toreria( “sim porque os forcados também são toureiros”) foram atributos à pega executada. O publico prestou- lhe como agradecimento a exigência da 2º volta à arena.
Relativamente ao outros grupos, o grupo de Coruche pegou à primeira e à terceira, e o grupo de Alcochete a terceira e à primeira.

Terminamos a noite com um jantar no restaurante o Sonho mesmo junto a praça de toiros, com o típico franguinho com batatas fritas característica desta zona.
Aquele abraço
Manuel Dias Gomes

http://toureio.no.sapo.pt/index1.htm

20 agosto 2008

Malveira - essa bela localidade saloia

15 de Agosto, Malveira.
Forcados: Amadores de Lisboa e Académicos de Elvas
Cavaleiros: Joaquim Bastinhas, Marcelo Mendes
Matador: Luis Procuna
Toiros: Vila Galé
Nesta data realizou-se a tradicional corrida de toiros nesta castiça terra, com um cartel diversificado e para todos os gostos, os Vila Galé estavam bonitos e de regular apresentação para a praça a que se destinavam.
Bastinhas andou alegre e desenvolto como é seu apanágio, chegando com facilidade ao público que quase encheu o tauródromo. Marcelo Mendes, é a segunda vez que o vemos, tal como da 1ª vez foi uma agradável surpresa a forma como monta e toureia. Procuna esteve esforçado no capote e na muleta, mas foi nas bandarilhas que mais se evidenciou. Quanto aos académicos de Elvas (grupo simpático e amigo), pegou os seus toiros à 1ª e 4ª tentativas com valor e abnegação. É um grupo jovem, que desde a sua fundação tem vindo sempre em ascensão e a afirmar-se no nosso panorama taurino.
Tradicional é também a participação do GFAL nesta corrida. Para o 1º toiro, o cabo escolheu o Pedro Gil (Tita) para a cara, toiro bonito de cara e sem complicações de maior. O Tita esteve bem diante dele, a citar, a mandar e a tourear, como resultado teve uma pega boa e vistosa à barbela, com o toiro a descair para a direita na sua trajectória mas, o grupo prontamente a corresponder e a ajudar bem. Nota-se que o Tita está muito melhor na cara dos toiros, tanto a citar como sobretudo a trazê-los toureados. Tudo se torna mais fácil quando é bem feito, está a pedir mais toiros...
Para a segunda pega do GFAL o escolhido foi o Pedro Miranda ("Pitrol" no Oeste, "Trólhóne" entre nós). Um toiro mais reservado, com defeito de visão no olho direito e que chegou à pega com a lngua dentro da "caixa". Também o Pedro esteve muito bem na cara do toiro, a provocar-lhe a investida (muito e bem com a voz), que por sinal era muito brusca, a trazê-lo bem toureado e aguentando os derrotes até a chegada das ajudas, que estiveram bem, e assim concretizar à cornea a última actuação do GFAL nesta corrida. O Pedro tem vindo sempre em crescendo e nota-se que está um forcado seguro.
Nesta corrida fardaram-se alguns elementos mais novos, os quais deram um sinal positivo nas suas prestações. Nota ainda para o Nuno Bonneville (Bone), que esteve bem a ajudar e que nesta data comemorava o seu aniversário, o que foi um ponto alto do jantar.
O que já não é tradição é o GFAL na Malveira não levar uma "carga de porrada", antes assim....e eu escrever uma crónica.... (fui agarrado). Desde já peço as minhas desculpas se algo não está correctamente descrito, mas prometo não fazer muitas mais.
Tó-Zé Casaca


Digressão Póvoa do Varzim 2008

Após alguns meses de ausência no seio do G.F.AL. , pelas minha digressões por terras gaulesas e africanas, foi com enorme prazer que embarquei, qual Vasco da Gama, numa das mais duras e entusiasmantes travessias “A DIGRESSAO G.F.A.L. PÓVOA DO VARZIM 2008” . Para todos os que acompanham o grupo, este momento é por todos ambicionado, fazer uma travessia de Portugal em 3 dias, para pegar na histórica praça da Póvoa, esta digressão tinha ainda de complemento o facto do grande LUIS SEGÃO “BOMBEIRO” cumprir o seu 27º aniversàrio (decidi retirar alguns anos à sua idade real, dadas as suas últimas estonteantes performances).
Embarcaram nesta digressão, o aniversariante Luís Segão, Pedro Maria Gomes (de referir que estes 2 bravos, são resistentes nestas digressões desde o início do milénio), Nuno Bonneville, Pedro Baptista, Fernando Santos, Manuel Correia e eu próprio.
No meu caso e do Luís a digressão começou mais cedo por volta das 15h de sexta feira, onde após uma boleia arranjada à socapa, do Algarve para Lisboa, com paragem na rotunda do Montijo e nessa grande Tasca “Nova Lisboa” em Paio Pires onde comemos um belo coirato.
Após algum tempo na borda d`água toda a equipa se juntou em Lisboa, e após algumas tentativas, de certos elementos para mudar o primeiro destino da digressão para as festas de Alcochete, seguimos pronta viagem para a bonita aldeia À-DOS-CARVALHOS.....ali pertinho, Conselho de VISEU.
Ficamos instalados na casa de família do Fernando Jorge Santos, que nos acolheu divinamente numa casa fabulosa, onde havia tudo o que a rapaziada precisa para se concentrar para a corrida que se aproximava.....nomeadamente....armas de fogo, manuais de guerra, condecoraçoões militares, espadas,sabres e lanças, e claro está algumas relíquias históricas desse tempo Glorioso em que Portugal era uno do “Minho a Timor” sob a egíde do maior Português do Sec. XX, António de Oliveira Salazar.
Tivemos um belo jantar no salão nobre, onde nos acompanharam sua magestade “Rei D. Carlos”, her higness “Rainha de Inglaterra”, sir fiel marshal “Lord Montgomery” ,e claro está o grande “Professor António de Oliveira Salazar” , de referir que toda a rapaziada seguiu o protocolo na integra a não ser um elemento da borda d`água que decidiu comer as bifanas no pão e palitar os dentes após tao nobre repasto...ele há gente...........
Seguidamente e bem aconselhados pelo sr António, caseiro da familia Santos, a rapaziada depois de muitas minis,alguns whiskeys e muitas mentiras contadas, decidiu procurar as melhores casas de baile da região, sendo que terminámos a noite numa bela discoteca, bem frequentada em Viseu, onde bebemos uns copos. Oferecemos uma prenda ao nosso aniversariante !LUIS SEGÃO! , conheçemos umas amigas, bailámos (na maioria com mulheres, sendo que um dos elementos talvez por distracção dançou com um travesti, prefiro não mencionar o seu nome, pois a sua hospitalidade foi excelente durante a nossa estadia em Viseu), conversámos, contámos mentiras, enfim passámos uns bons momentos.
No dia seguinte e sem grandes ressacas almoçámos juntamente com as mesmas personalidades do jantar vesperino, fizemos um tour pela região, e tomámos rumo ao novo destino....Viana do Castelo...
Neste dia o sentimento era ligeiramente diferente....pois pairava no ar, a corrida de Domingo....sendo que após uma tranquila viagem, jantámos na bonita vila de Ponte de Lima, na sempre agradável companhia dos manos Correia e desse grande amigo do grupo que é o Micas . Dado o compromisso do dia seguinte apenas tomamos café e bebemos 1 água num bar bem frequentado por esses grandes portugueses que sao os nossos emigrantes em França .
Pernoitámos na casa do Gonçalo Correia (irmão do nosso Manuel de Viana), que teve a cortesia de nos abrir as portas de sua casa e de nos preparar um pequeno almoço divino, que de certeza deu muita energia para a rapaziada que no domingo tinha 3 Ruy Gonçalves para pegar.
Concluíndo, creio que foi um fim de semana muito bem passado, onde à parte do principal objectivo, a Corrida de Toiros da Póvoa do Varzim, o convívio e a amizade entre os elementos saíram reforçados, especialmente no meu caso, visto não acompanhar o grupo à largos meses.
Gostaria de deixar um especial agradecimento ao Nuno Bonneville, por mais uma vez a sua logística e organização terem facilitado imenso a digressão; às familia Santos e Correia por nos terem acolhido como vem sendo hábito com grande distinção; ao aniversariante por decidir passar essa data tão especial na nossa companhia e, ao PP por ter convidado um iletrado, ainda para mais da Borda d`água e com “sapatilhas à Cristiano Ronaldo” a escrever esta crónica.
Por último durante o fim de semana da digressão um amigo do grupo, o Miguel Garcia, mais conhecido por “Bisa”, do Real Grupo de Forcados Amadores de Moura, sofreu um acidente, encontrando-se internado a convalescer de graves lesões cerebrais, desde aqui lhe enviamos os desejos de rápidas melhoras e as nossas orações.

Com os melhores cumprimentos

Armando Josè Barreira Belchior Nunes

Póvoa do Varzim, dia 10 de Julho

CORRIDA DE TOIROS POVOA DO VARZIM
10/08/2008
Toiros do Eng Ruy Gonçalves com pesos a oscilarem entre os 450kg e os 500kg
Para a serem lidados pelos cavaleiros Francisco Cortes, Ana Batista, Pedro Salvador e António Brito Paes
Estando as pegas a cargo do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa e Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Chamusca.
Entrada: meia casa forte

Nesta praça de importância histórica para o grupo , fardaram-se por ordem de antiguidade Amtónio Josè Casaca, Nélson Lopes, José Carlos Eusébio, João Miguel Mendes Pereira, Alexandre Carriço, Ricardo Eusébio, Pedro Maria Gomes, João Vasco Lucas, Pedro Miranda, Francisco Mira, Pedro Nunes, Manuel Guerreiro, João Mota Ferreira, Pedro Baptista, Fernando Santos, Manuel Correia e Josè Magro. De referir que o nosso cabo José Luís Gomes optou por nao se fardar, estando presente com o grupo na trincheira, com os lesionados Luís Segão e Nuno Baptista, ambos a convalescerem de lesoes, desde aqui os meus desejos de rápidas melhoras a estes dois importantes forcados na història recente do GFAL.


Para o primeiro toiro desta tarde poveira, o cabo escolheu Pedro Baptista, forcado que apesar do pouco número de toiros pegados e de alguma inexperiência, se evidencia pela sua serenidade e classe dentro da area.
Na primeira tentativa após brinde à Aficion Povense, anda calmo e sereno para o toiro, citando com muita classe, no entanto, após o toiro não investir com prontidão e no momento desejado, o Pedro tem um momento de hesitação, sendo que o toiro arranca sem o forcado mandar convenientemente na sua investida , não se conseguindo fechar.
Na segunda tentativa o Pedro cita com a mesma beleza artistica e classe, anda para o toiro com muita serenidade e ao carregar a sorte com decisão, este arranca com prontidão e o forcado a recua perfeitamente na caira do toiro, a consentir na perfeição a investida e a reunir em boas condicões, sendo que aguenta bem um forte primeiro derrote, fugindo o toiro ao grupo, não sendo possivel para o primeiro e segundo ajudas entrarem com prontidão, no entanto com uma excelente terceira e quarta ajuda, respectivamente do João Mendes Pereira e do João Lucas, dá-se por consumada esta pega, bem rematada pelo rabejador Francisco Mira.
Cavaleiro e Forcado da cara deram mercerida volta à arena.

O terceiro toiro da ordem, neste caso o segundo a ser pegado pelo G.F.AL. , apresentou-se como o mais pesado e toiro mais sério. Sendo como se diz na gíria taurina um toiro “aspero”, o eleito para pegar de caras, foi o forcado Pedro Miranda. Forcado jà com alguns anos de grupo, que normalmente prima pela sua valentia, brindando a sorte ao público poveiro.
Na primeira tentativa o Pedro anda para o toiro com decisão, citando, carregando e recuando bem, no entanto não consegue reunir da forma desejada sendo projectado com um violento derrote.
Nas restantes tentativas apesar do forcado da cara estar bem,o toiro no momento da reunião mete mal a cara, não possibilitando ao Pedro fechar-se, sendo que na terceira tentativa o forcado da cara ainda se consegue fechar, vindo no entanto o toiro com a cara por baixo não possibilitando aos ajudas fechar a pega.
A pega é consumada à 5ª tentativa, com bastante decisao e querer do Pedro, após ter sido bastante mal tratado nas restantes tentativas, já a sesgo anda com muita valentia para o toiro sendo a pega consumada com boa primeira ajuda de J.P.Mota Ferreira.
Num sinal de grande dignidade , a chamada “verguenza torera”,Pedro Miranda recusa dar a volta á arena, sendo este gesto retribuido com uma bonita atitude do cavaleiro Pedro Salvador que durante a sua merecida volta á arena ofereceu o tricórnio ao Pedro.

No último toiro da tarde para ser pegado pelo GFAL, o nosso cabo apostou na màxima “Cordobez em Cordoba”, sendo não um Cordobez, mas dois , pois neste caso para a cara do toiro foi Ricardo Eusébio e, o primeiro ajuda, o seu irmao José Carlos Eusébio, forcados com muitos anos de dedicacão e bastantes kms de GFAL, pois importa referir que estes forcados são naturais de Guimarães. Sendo filhos e sobrinhos de antigas glórias do nosso grupo.
Após sentido brinde a Aurora Cunha , essa grande figura do atletismo Português, ela também juntamente com os manos Eusébio , uma das mais importantes personalidades do Norte do país, o Ricardo anda para o toiro com decisão (pegando sem barrete, honrando assim esta caracteristica do nosso grupo), no entanto na primeira tentativa não se consegue fechar da melhor maneira. Emendando com eficácia na segunda tentativa, sendo bem ajudado pelo seu irmão.
Ambos os manos Eusébio deram merecida volta à arena com o cavaleiro, sendo que a aficion povense entrou em extase total ao ter conhecimento que eram dois forcados do norte que estavam a dar a volta à arena.

O G.F.A, do Aposento da Chamusca pegou os seus toiros respectivamente à quarta e segunda tentativas.

Após a corrida o grupo teve um aprasível jantar, onde o convivio foi de salutar, sendo que para uns foi apenas o final de mais uma corrida, para outros foi o final de mais uma digressao do GFAL, de 3 dias como é habito para os mais duros, mas essa digressão será objecto de pormenorizada análise em distinta crónica .
Em nota de conclusão gostaria de referir o facto do G.F.A.L. se apresentar na praça da Póvoa do Varzim, com três elementos fardados originàrios do norte do paìs, refiro-me aos incontornàveis irmaos Eusébio, e ao jovem Manuel Correia (Natural de Viana do Castelo), ilustrando deste modo a grande pluralidade e diversidade patente na longa e gloriosa história do G.F.A.L. .

Com os melhores cumprimentos,

Armando José Barreira Belchior Nunes