06 julho 2009

CABOS

Nuno Salvação Barreto
(1944 - 1992)

José Luís Gomes
(1992 - 2009)

Pedro Maria G0mes
(2009 - ...)

05 julho 2009

3º Cabo do GFAL




Após a corrida realizada hoje em Vizela, foi escolhido quem será o novo cabo para suceder a José Luís Gomes no chefia do GFAL. A escolha recaiu sobre o forcado Pedro Maria Gomes, que tomará posse este ano sem data ainda definida. Visto isto, o presente cabo José Luís Gomes aquando da sucessão continuará a acompanhar o grupo, apoiando no que fôr necessário tanto o GFAL como o novo cabo.

Grupo de Forcados Amadores de Lisboa

28 junho 2009

Torres Vedras 27 de Junho de 2009

Como já vem sendo hábito, fomos mais uma vez convidados para participar na corrida da feira de São Pedro em Torres Vedras.
O cartel era composto pelo Rui Fernandes, Brito Paes, João Telles Jr e o grupo de Vila Franca, perante 6 toiros Veiga Teixeira. Os novilhos-toiros andavam na casa dos 460kg, exceptuando os dois últimos, estes já nos 500-520kg, se bem que fossem anunciados aos microfones contabilizando o peso do maioral.

A rapaziada foi aparecendo nas imediações do hotel local - "Quartel dos Bombeiros Voluntários de Torres Vedras", unidade já sobejamente conhecida por todos nós.
Os minutos de galhofa e nervoso miudinho iniciais, deram lugar à concentração para a responsabilidade que se avizinhava.

O Cabo elegeu os elementos que se fardariam nessa noite, frisando que era preciso carne. Nota para bastantes ausências de peso, uns por força maior, outros por outras. Ainda assim, há que andar para a frente e contar com os que estão fardados.

1º toiro da noite, negro.
Toiro manso, sempre a medir e bastante reservado, antevendo uma pega nada fácil.
O forcado eleito foi o Pedro Gil, conhecido como "Tita".
O Tita esteve muito bem com o toiro, andando desde cedo para lhe ganhar terreno. Carregou e recuou correctamente, o que fez com que o animal pusesse bem a cara. Agora, já sabiamos que o toiro daria uns primeiros derrotes fortíssimos, o que se veio a comprovar quando meteu a cara. O Teixeira pôs o Tita todo lá no alto, mesmo para o tirar, mas como viu que não conseguiu, prosseguiu seu caminho até ao grupo, onde foi prontamente e bem ajudado. Boa pega!

3º toiro da noite, negro.
Toiro fácil, sempre a deixar-se lidar, alegre, suave, mesmo ao jeito de um forcado com pouca rodagem.
O escolhido foi o recém entrado no grupo, João Luz.
O João andou bem para o toiro, não deixando transparecer nervosismo ou inexperiência. Carregou na altura certa, mas não recuou correctamente, o que fez com que a reunião não fosse perfeita. Ainda assim, conseguiu fechar-se de braços mas o toiro afocinhou, o que fez com o João saísse da cara.
A segunda tentativa foi igual à primeira, não me tendo sido descortinar com exactidão o que se passou perto do momento da reunião. Desta vez fechou-se, com o grupo a correr para o ajudar novamente no chão.
Melhor sorte virá!

o 5º da noite era um dos maiores, ainda que tivesse 3 anos. Não se percebe como o director de corrida e veterinário não perceberam que o toiro já vinha diminuído dos quartos traseiros quando saíu da camioneta, somente apercebendo-se dessa situação quando já tinha 2 ferros compridos em cima.
Posto isto, toiro para dentro e nada de sobrero para ninguém.

O jantar teve lugar no também já habitual Adega do Miguel, em Ponte de Rol, onde fomos mais uma vez bem recebidos.






(em ano de despedida, a homenagem da organização da corrida ao cabo José Luís Gomes)










Um abraço,

Gonçalo Maria Gomes

18 junho 2009

Álbum de Recordações

Bom dia
Descobri nos meus arquivos umas fotos muito interessantes.

Corria o ano de 1998, mais precisamente no dia 26 de Abril e o GFAL, uma vez mais foi convidado para um almoço nas Alcáçovas, terra do compadre Ernesto, só que de caminho tinha que se pegar uns garraios, que acabaram por sair três toiros (mexidos), a curiosidade é que foi a primeira vez que o João Galamba Jr, representou o GFAL e como é possível verificar na foto em segundo plano o nosso cabo J L Gomes a colocar a cinta ao PP, seria a alternativa ?, tendo como testemunhas o A Rijo (distraído), Manuel Piteira, Carlos Galamba (Tarzan) , António Casaca e Luís Segão (naquela altura ele ainda era bombeiro) e este vosso amigo que estava por detrás da máquina.



Mais um contributo para o álbum das recordações, no que toca à Família GFAL, desta vez a estreia do nosso novilheiro Manuel Dias Gomes, na Monumental de Corroios, corria o ano de 2000, mais concretamente dia 5 de Março, por ocasião dos festejos carnavalescos, em pose individual e acompanhado do João Galamba Jr. No mesmo dia também se estreou o seu primo João, filho do Mané.







O GFAL, foi sempre um grupo de referência entre os primeiros e em todas as épocas, a foto que envio, foi comprada num quiosque de Lisboa, pois trata-se de um postal ilustrado e se a memória não me trai, o ano deve ser o de 1986, na velhinha paraça do Campo Pequeno, na cara do toiro está o Joaquim José Penetra, na primeira ajuda o José João (Grande), na Segunda ajuda o Antònio Calado, nas duas terceiras João Galamba e Gustavo Martins (sabonete), nas quartas o António Rijo Pinto, a rabejar o Feijoca, entre barreiras, estão o Filipe canelas Pinto e o saudoso Compadre Antonio Maria Julião.

O ano é do 1985, o mês é Agosto, a data não sei precisar, mas será 10 ou 11, o local a bonita cidade da Póvoa de Varzim, a foto dada à estampa, foi obtida junto de um fotógrafo de rua e as personagens devem ser o João Moura e moço de espadas o Barreto e já agora convém acrescentar que o tempo que demorou a tirar a foto, o cavalo começou a beber a água que até o focinho se começou a desfazer (era de papelão).
Com um bronzeado de fazer inveja a qualquer bom veraneante, os manos Galamba (Carlos e João), acabadinhos de chegar de mais uma digressão a França.



Grande Abraço,

João Galamba

03 junho 2009

Sentidas Condolências

Meus amigos, comunicamos com profunda tristeza o falecimento da mãe do António Rijo Pinto, que padecia já algum tempo de doença grave.
Neste dia de dor para o Rijo o GFAL envia as suas condolências a este nosso elemento assim a como todo a família.

Um abraço deste teu e sempre GFAL.

Luís Segão

25 maio 2009

Forcados Amadores de Lisboa – Uma forma de vida

Entrevista de José Luís Gomes a Portallisboa:

"Estamos num típico monte alentejano. As estradas são de terra, cheira a campo, no cimo de uma colina vê-se uma casa branca com barras azuis.

Abrimos a cancela e depois de horas perdidos na estrada, por caminhos que quase nos levavam até ao Algarve chegamos ao Vimieiro onde alguns dos Forcados Amadores de Lisboa estão reunidos para um dos seus habituais retiros de treino.

O grupo dos Forcados Amadores de Lisboa é dos mais antigos de Portugal. Tendo tido ao longo da sua existência dois Cabos: Nuno Salvação Barreto, Cabo desde 1944 até 1991 e José Luís Gomes desde 1992 até ao corrente ano.

Estacionado o carro imediatamente somos informados que nos aguardam no local de treinos. Ao longe ouvem-se os risos e as vozes animadas. Estão juntos desde manhã cedo, como tantas vezes o fazem.


São jovens os forcados que nos recebem. Alguns deles experimentarão pela primeira vez pegar uma vaca nesse dia. Hoje o treino é com gado manso e permite aos curiosos testar a sua vocação, quem sabe não estarão ali os futuros talentos que irão pisar as arenas portuguesas?

José Luís Gomes, o Cabo do grupo, fala-nos com orgulho do grupo de mais de quarenta forcados que representa “Somos quase família. É com eles que me sinto bem, mesmo quando este ano abandonar o lugar de Cabo vou continuar a acompanhá-los”.

Segundo José Luís Gomes acordou um dia e soube que tinha chegado a hora de passar o testemunho, “Custou-me muito tomar esta decisão de me retirar, mas é o momento certo”.


“Está-nos no sangue. Os meus antepassados, eu próprio, os meus filhos. Todos nós estamos ligados à tauromaquia. A minha própria filha de 14 anos já tem essa paixão pelo touro.”, afirma José Luís Gomes com visível orgulho enquanto observa os jovens forcados que ao longe treinam as pegas.
É habitual o grupo fazer estas deslocações a convite de amigos o que “É bom para o dono da herdade pois ajudamos na ferra do gado e é bom para o convívio do grupo e para o treino.”, disse Manuel, um dos forcados ao Portallisboa. É nos treinos e nas ferras que se começa a descobrir o potencial do futuro forcado. Aconselhar e corrigir é o papel do Cabo perante os novos elementos. José Luís Gomes é respeitado pelos seus forcados e esse respeito reflecte-se no bom funcionamento do grupo.

De facto, a palavra mais ouvida quando abordamos os jovens forcados é “respeito”. Mais do que um grupo encaram-se como uma família, a verdade é que trabalham em equipa e apoiam-se nos bons e nos maus momentos. A destreza, a garra e o jeito são construídas no dia-a-dia, lide após lide, pega após pega e a confiança uns nos outros é igualmente alicerçada.

Quando questionado sobre como lidavam com a morte e se isso os levava a pôr em causa o que fazem José Luís Gomes não hesitou: “Existe medo, claro que existe medo. Se não existisse não seríamos pessoas conscientes. E para se ser forcado é preciso ser-se consciente. Mas se cedêssemos a todos os nossos medos que vida teríamos? Por vezes existem fatalidades, todos os forcados se magoam mais tarde ou mais cedo, ainda hoje, logo no início um dos rapazes abriu um lábio, um dos meus filhos, já esteve em risco de vida, mas a vontade de voltar e arriscar é algo que é superior a nós. Corre-nos no sangue. Só quem já abraçou um touro sabe o que isso é, não é algo de que se consiga abdicar. Não existe nada comparado ao momento em que homem e touro se abraçam”.

Todos admitem que o medo está sempre presente, não estão a enfrentar o touro, mas a si próprios contando acima de tudo com o apoio dos seus companheiros, para José Luís Gomes isso é o essencial: “Precisamos uns dos outros sempre, tem que existir confiança isto faz com que nos grupos de forcados se criem amizades fortes que acabam por durar a vida toda”.

E os portugueses continuam a ter interesse pela tauromaquia?

“Somos um país de apaixonados pelo fado e pelo touro. Os portugueses sempre irão gostar de ambas as coisas, são tradições que o tempo não muda nem apaga, apenas fortalece”, palavras de José Luís Gomes ao relembrar as praças de touros cheias que o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa já enfrentou ao longo da sua existência.

Com mais de quarenta membros este é um grupo que promete continuar a destacar-se sendo a prova viva de que cada vez mais os jovens se interessam por esta arte tão típica do nosso país: a arte de ser forcado."

in Portallisboa.

19 maio 2009

Festa do Forcado em Alenquer


Caros amigos, o Clube Taurino Alenquerense, levará a efeito no próximo dia 23 de Maio pelas 15'30 na Quinta do Brandão em Alenquer, uma Festa do Forcado. O Clube Taurino anuncia assim, um concurso de cernelhas onde participação os Forcados Amadores de Montemor, Lisboa, Évora, Barrete Verde de Alcochete, Tomar, Azambuja, Coruche, Moura, Cascais, Portalegre, Caldas da Rainha, Alter-do-Chão, Monforte, Académicos de Elvas, Salvaterra, Póvoa de São Miguel, C.T. Alenquerense, Coimbra, Monsaraz e Beja.
Ainda não foi escolhida a dupla de cernelheiros que entrará em disputa neste concurso, o GFAL espera o apoio de todos os elementos e amigos em Alenquer no próximo sábado.
Ponto de encontro 14'30 na Praça de Toiros (polo do GFAL, cinta e calças de ganga).

15 maio 2009

Inauguração da temporada em Lisboa Campo Pequeno, 5ªfeira 7 de Maio

Primeira corrida do ano, um "ambientazo" taurino em torno da monumental Lisboeta
que começou cedo com a primeira manifestação do aficionado. Casa cheia para ver António Telles , Pablo Hermozo de Mendonza e Victor Ribeiro, um imponente curro de Passanhas, o Grupo da capital e os amadores de Coruche.
Uma actuação de valor de António Telles que se encastou após uma enorme colhida logo à saída do primeiro de Passanha que não passou de um susto. O cavaleiro da Torrinha mostrou toda a sua maestria e obteve um triunfo sonante!
Pablo veio a Lisboa mostrar porque ainda é o numero um do rejoneio e sacou duas lides assombrosas onde se reflectiu a sua maturidade toureira, o extraordinário momento da sua quadra e toda essa arte que lhe corre nas veias acoplada a uma equitação de excepção. Pablo levantou o publico dos seus assentos continuamente e após duas voltas em cada toiro abriu pela primeira vez este ano a porta grande deixando uma bitola muito elevada para o resto da temporada.
Vitor Ribeiro obteve o lote mais fraco de um curro que se deixou lidar sem muito risco para os intervenientes e não se conseguiu luzir a gosto, cravando apenas alguns ferros de boa nota.
O nosso G.F.A.L. vinha muito motivado para a abertura da nossa praça. A vontade e o nervoso miudinho da primeira da temporada reflectiam-se no sorriso de cada um.
Para o primeiro da noite o nosso cabo elegeu o Francisco Mira, habituado a abrir praça o Francisco saltou com a calma e a "toreria" que o definem, após um simpático brinde à multidão Lisboeta começou a citar de longe e com "graça torera". Carregou no momento certo e recuou bem com o toiro, no momento da reunião este adianta ligeiramente o piton direito e o Francisco não se conseguiu dobrar na totalidade, mas o seu par de braços e a oportuna entrada do resto do grupo permitiram consumar a pega sem problemas de maior. Volta triunfal com o cavaleiro e direito ao leque da sogra e tudo!
Para o terceiro da noite que andou distraído durante a lide, o Cabo mandou o João Galamba que depois da sua extraordinária época de 2008 já merecia este prémio. Após um brinde a Rui Bento citou de longe, mas o tardia investida do toiro obrigou-o a subir para o toiro. Carregou com coração recuou e fechou-se de forma soberba na cara do astado, as ajudas não entraram bem e o João fez a viagem sozinho até às tábuas onde o Nuno da Burra deu uma soberba e oportuna ajuda! Volta "de sonho" para o nosso Galamba Jr. que certamente não se lhe apagará da memória!
Para o quinto toiro , o maior da corrida o nosso Cabo reservou-nos uma surpresa.
Apanhando desprevenido o grupo e a mim mais que ninguém... Elegeu esse forcadão veterano que é António José Casaca. Rapidamente se iluminou um sorriso na cara de todos, para os mais novos é sempre animador poder ajudar e aprender com um forcado da dimensão do Casaca. Após um brinde ao nosso amigo Marco Caneira (outro benfiquista a brindar), o Casaca andou sereno para o toiro, num cite bonito e intemporal como se tivesse com as ganas de um miúdo que se estreia no Campo Pequeno, deu um recital, utilizou os 3 tempos do toureio para depois, no momento da entrada do primeiro ajuda o toiro lhe dar um sacão que com o peso da entrada do primeiro ajuda foram o suficiente para o Casaca sair.
Na segunda tentativa e com uma visível lesão no joelho, voltou a dar uma lição de vontade e com a mesma calma voltou a citar, a recuar e a reunir desta vez superiormente ajudado pelo Mota Ferreira que acompanhou toda a viajem a não deixar o toiro baixar a cara. Volta apoteótico com Pablo.

O jantar foi no restaurante do nosso amigo Luís Suspiro e foi soberbo e em boa companhia. Forcados, amigos, mulheres e namoradas, o nosso Marco Caneira e sua simpatica familia. Com direito a muitos brindes e alguns Penalties! O galamba com direito a sapato de luxo ,de camurça e de colheita especial.
Resta-me ainda agradecer ao nosso antigo elemento António Correia de Campos e sua querida mulher por mais uma vez nos terem cedido a vossa casa para a fardação! Para a próxima já fardamos a criança que não tarda!


Abraços e Beijinhos Beatriz e João Lucas