
17 julho 2010
16 julho 2010
Regresso ao Campo Pequeno
Este é o meu primeiro comentário a uma corrida desde que assumi a liderança do Grupo e como foi no Campo Pequeno quis estrear-me na escrita, mas desta vez como Cabo.Depois da Corrida da mudança de Cabo, em que fomos postos à prova com 6 Pégoras, ganaderia que desde há alguns anos é muito temida pelos forcados, voltámos ao Campo Pequeno.
Apesar das poucas corridas até ao momento, vínhamos ganhando confiança corrida a corrida e penso que esta foi a melhor altura para voltarmos à nossa praça. Nos últimos anos temos aberto e fechado a temporada Lisboeta, é sempre bom pegar a primeira e a última corrida, e gostávamos de continuar a pegar estas duas, mas entre estas corridas há um interregno muito grande, por isso obrigado à empresa por nos ter dado esta data.
A corrida começou com o aviso nas bilheteiras de “não há bilhetes”, mais uma casa esgotada no espaço de duas semanas.
Para o 1º toiro, escolhi o aniversariante da noite, o Gonçalo. Em 2008 tinha decidido que era a sua última época, mas voltou este ano para me acompanhar e ajudar o Grupo nesta fase de transição. Agradeço este teu regresso pois és um forcado enorme dentro de praça e fora dela, não se notou nada a tua paragem, pois continuas em excelente forma. Em noite de aniversário brindou ao também aniversariante Grupo de Forcados Amadores de Santarém, pela comemoração dos seus 95 anos de história.
Depois da pega da noite da corrida da mudança de Cabo, voltou a citar com calma, sem grandes alaridos, mandou no toiro no momento certo e recuou “qb” para ter uma reunião não muito perfeita, mas por culpa do toiro, que lhe meteu mal a cara. Emendou o toiro e fechou-se à barbela, não dando hipóteses ao toiro de o tirar com os derrotes. Foi difícil ao Grupo ajudar, pois o toiro quando chega ao Mota Ferreira baixa a cara e de seguida roda para a esquerda, o que dificultou o trabalho das ajudas, acabou por ajudar o Miguel. Para quem, como nós, anda lá dentro, sabe que é difícil ajudar um toiro que baixa muito a cara e de seguida muda de trajectória…para quem escreve é muito fácil dizer que as ajudas foram tardias, mas esses nunca sentiram o sopro de um toiro…
Para o 2º toiro da noite escolhi o Pedro (Trolhone, Mikaela, etc) que brindou ao Director da TVI, Dr. Luís Cunha Velho. O toiro do Pedro era o que tinha menos cara da corrida e que vinha com uma investida por baixo. Sendo ele um forcado de córnea e tendo o físico que tem, não era de esperar que fosse ele o escolhido. Mas o Pedro com a sua vontade, espírito de sacrifício e com a experiência que já tem, fez com que as coisas parecessem que eram mesmo destinadas a ele. Esteve demasiado tempo em frente ao toiro a falar com ele – às vezes não podemos dar tanto tempo aos toiros, porque depois são eles que mandam nos forcados, arrancam-se por eles – o toiro no momento da reunião mete-lhe a cara um pouco pelas canelas, mas o Pedro conseguiu-se fechar com o braço direito e só depois com o esquerdo, chegando até às ajudas que entraram com eficácia. Entrada muito boa até cá atrás do Nélson. De realçar a 1ª ajuda do Fábio, não por ter sido uma ajuda espectacular, mas porque esteve bem e era a sua primeira 1ª ajuda pelo Grupo.
Para fechar a corrida, na minha opinião o toiro mais chato da corrida, não porque fizesse mal, mas cedo se fechou em tábuas, tardo a arrancar-se e tinha uma investida no capote em que se defendia com o corno esquerdo e que em cada lance de capote lambia o chão. Escolhi o Manel, forcado que esteve parado uma época, mas que este ano já leva 3 toiros pegados. Brindou ao nosso antigo Cabo, José Luís Gomes, foi certamente um brinde emotivo. O Manel na 1ª tentativa mandou no toiro, mas consentiu demais e quando se quis agarrar já o toiro lhe estava a dar com o corno esquerdo na perna esquerda. À 2ª tentativa já fez as coisas bem com uma boa ajuda do Mota Ferreira, que ficou pelo caminho a meio da viagem, mas com o resto do Grupo a entrar bem.
O jantar durou até ás 5h da manhã com muitos convidados, amigos, namoradas e principalmente com muitos antigos forcados, o que me deixa muito satisfeito, pois é sempre bom sentir o apoio dos antigos elementos.
A próxima corrida será já amanhã, dia 17 na Nazaré.
Um Grande Abraço,
Pedro Maria Gomes
13 julho 2010
Fardação para o Campo Pequeno
07 julho 2010
Mais um João...Mendes(Santos) Pereira
01 julho 2010

Após o triunfo obtido na passada Corrida de Alcácer do Sal o nosso GFA Lisboa volta mais uma vez esta temporada ao Campo Pequeno no dia 15 de Julho.
O cartel é composto pelos seguintes cavaleiros: António R. Telles, Pablo Hermozo de Mendonza e João Telles Jr. , as pegas estarão a cargo do GFA de Santarém e do nosso GFA de Lisboa frente a 6 imponentes toiros da prestigiada Ganadaria Passanha.
Para que possa vir apoiar-nos ao nosso Campo Pequeno, propomos disponibilizarmos para reservar e levantar o seu bilhete, entregando-o em mão no dia da corrida.
Disponibilizaremos dois números de telemóvel para que nos possa contactar assim como o NIB da nossa conta para o qual deve efectuar a transferência.
Luís Segão (Bombeiro) – 960112627 / 915876001
NIB – 0007 0000 00742273489 23
Contamos assim com a sua presença para nos apoiar em mais uma grande corrida de toiros do nosso Grupo de Forcados Amadores de Lisboa.
Nota: O dinheiro deve entrar na nossa conta até dia 9 de Julho.
Cumprimentos,
Grupo de Forcados Amadores de Lisboa
Nota 2: De seguida pegaremos na Nazaré dia 17 de Julho, assim que tivermos o cartel e os preços dos bilhetes iremos efectuar o mesmo procedimento de reserva e compra de bilhete para sua comodidade.

29 junho 2010
Os Amadores de Lisboa voltam a Alcácer, em triunfo!
Dia 27 de Junho pelas18horas, realizou-se a corrida da Pimel em Alcácer do Sal, com toiros de D. Luís Passanha, para os cavaleiros João Moura, António Telles e João Moura Jr.. Para pegar, os grupos de Forcados Amadores de Montemor-o-Novo e Lisboa.
Os Amadores de Lisboa voltaram a Alcácer do Sal, passados dezassete anos, para fazer honrar a nossa jaqueta, e um punhado de grandes forcados desta terra, que passaram pelo grupo ao longo dos anos. Alcácer tem também a particularidade de ser uma terra onde temos inúmeros amigos e apoiantes, onde muitos elementos podem dizer que já foram felizes.
O Francisco Almeida (Bombolina), foi um dos grandes forcados do nosso Grupo, e o Manuel Guerreiro brindou-lhe o primeiro toiro na sua terra natal. Depois de brindar foi pisando a arena com classe e temple , carregou com raça reuniu bem, dobrando-se bem com o oponente de 500kg e com o Grupo fechar bem cá atrás, efectuaram uma pega limpa.
Para o segundo toiro que pesava 530kg, o Cabo foi dar o exemplo, e em jeito de agradecimento brindou também ao Grupo de Montemor. O PP perfilou-se nos médios e a citar convicto andou para o toiro que era tardo, mas depois de entrar bem nos seus terrenos acabou por investir , o PP recuou na perfeição e reuniu bem. Fez uma viagem com pata com o Mota Ferreira a entrar muito bem e ir com o resto do grupo até às tábuas.
A grande pega da tarde veio com o ultimo toiro da corrida, que pesava 565kg, para a cara foi o Francisco Mira. Brindou a pega ao António Rodrigues (Espanhol), este o ultimo forcado da terra a ter actuado no nosso Grupo. O Mira gritou para o toiro em terrenos de tércios, com o seu cite garboso a que nos tem habituado, foi realmente brilhante a forma como foi falando com o toiro a entrar nos terrenos do mesmo, que saiu com pata levando o Mira bem fechado à córnea numa viagem longa, onde alguns ajudas não conseguiram entrar, acabando o Xico por ter de andar algum tempo sozinho na cara do toiro. Grande pega!! Finalizada pelo Gonçalo Patrício a rabejar com muita espectacularidade e a sair muito bem na cara do toiro com muita solera.
Pelos forcados de Montemor pegaram João Romão Tavares à primeira, Francisco Borges que depois de um bonito brinde ao cabo Pedro Maria Gomes, só se conseguiu fechar ao segundo intento e por ultimo Filipe Mendes a dobrar João Braga que saiu lesionado com alguma seriedade, ao qual desejamos as rápidas melhoras, de salientar nesta ultima pega uma grande primeira ajuda de João Pedro Pereira.
Foi sem dúvida satisfatório ver uma boa actuação do grupo numa terra que tem ligações importantes aos Amadores de Lisboa ao longo da sua história.
Agradecer a forma como o Tó Manel e a Sofia abriram as portas de sua casa para nos receberem e também aos pais de ambos que proporcionaram um magnífico e agradável jantar.
Obrigado em nome do Grupo a todos os antigos elementos e amigos que acompanham o GFAL, gostávamos que apoiassem o Grupo sempre que possível, porque estes rapazes vão continuar a honrar esta jaqueta.
Bem haja meus amigos! E continuem a fazer-nos felizes!
Luís Segão




24 junho 2010
O GFAL sempre a crescer
23 junho 2010
Corrida de Águeda
Fui á corrida a Águeda e como acontece sempre que me desloco para norte, asilei em casa do João Cardoso, vulgo “Mandachuva”, porto de abrigo da malta dos toiros que se desloca p’ra cima do Mondego.
O espumante Bairradino, correu a joros, foi tanto, que mesmo o Emílio que só bebe água, ficou transtornado com os vapores que os outros libertavam, ao ponto de Chamar sr. Borda-d’água ao Mandachuva.
Ao almoço, abancaram a um canto da mesa dossauros do grp de Lisboa, vibrantes em considerações do tipo dos velhos pescadores quando dizem : “ No meu tempo é que o mar era…!!!”
Como Dinossauro Excelentíssimo elejo sem favor o Horácio Lopes.
Com esta gente, tudo ou quase roda á volta de mestre Nuno, p’rós alguns o Barreto, saindo as histórias em catadupa, exaltando sempre o homem, o amigo, o forcado, a rebeldia, e a imagem duma Lisboa que muitos dos actuais já não conheceram, reflectindo de tudo o que dele se diz, a figura mítica que o passado consagrou e o presente reverencia.
Falando da corrida começo pelo director Alberto Bartissol que sempre bem humorado, dirigiu com acerto.
Os toiros com óptima apresentação, 3 Ruy Gonçalves e 3 de Ascensão Vaz, deram bom jogo na generalidade, proporcionando um bom espectáculo.
Bastinhas – Com duas actuações em cheio a que não faltaram os pares de bandarilhas, pôs a praça ao rubro. Não me canso de dizer que o seu toureio, que alguns teimam em discutir, dá á festa a alegria que só pode ser contestada por amargurados. No norte é rei, mas no sul, o alvoroço com os seus desempenhos é igual ou quase.
Ana Batista – Em cada ano que passa, mais solidifica o classicismo que sempre perfilhou. No primeiro toiro esteve bem, mas foi no segundo da ganadaria Ruy Gonçalves que atingiu uma qualidade superior. Toureou pela 1ª vez – e logo o toiro todo - com um cavalo novo (ferro “Lapa”), que deu a ideia de ser uma montada rodada nestas andanças.
A este cavalo não falta classe, elasticidade, habilidade, força, envolvendo estas qualidades com um temperamento ideal. Saboreei o seu toureio clássico e repousado.
Marcos Bastinhas -- Não esteve ao nível a que nos habituou. Talvez por eu ser um admirador deste toureiro, e desde sempre ter acreditado nele, sou mais exigente. Com um piso pesado e preocupado com a condução de cavalos menos rodados, não fez asneiras mas esteve menos feliz a cravar. É um bom toureiro, não tenho dúvidas, e é evidente que por morrer uma andorinha não acaba a primavera.
Grp de Lisboa – Por intermédio de M. Guerreiro, Miguel Nunes e João Galamba, resolveram a contente os problemas, destacando-se o grupo nas ajudas eficazes. M. Guerreiro = À primeira tentativa acusou o facto de ter estado afastado da actividade, por lesão. À segunda esteve bem. Miguel Nunes, dada a falta de experiencia (2 toiros pegados) emendou à segunda a primeira tentativa imperfeita. João Galamba é todo um forcado á moda antiga.
Grp de Coimbra – Pegou o primeiro toiro que lhes coube em sorte, o cabo Luís Santos, na pega mais difícil da tarde. Pena que não tivesse ficado á primeira, por culpa do voluntarismo das ajudas que acabaram por o tirar da cara. Diogo Pereira= simplesmente excelente e Nuno Afonso muito bem. Este grupo merece mais oportunidades.
Ao jantar não fui, e ainda bem. A puta da idade não perdoa.
Um abraço,
João Cortesão.






























