16 julho 2013

13 de Julho de 2013 - Penha Longa - Vila Nova de Milfontes




No sábado passado houve jornada dupla com inicio à mesma hora. Na Penha Longa ás 17 horas (um pouco mais tarde, como é tradição) entrava na Igreja a Inês, para perante Deus, aceitar casar com o Manel (Viana) e à mesma hora começava o sorteio dos toiros para a nossa Corrida de Vila Nova de Milfontes.
Alguns dos elementos mais velhos, estavam presentes no casamento, e sabendo do peso dos toiros que nos tinham calhado em sorteio, mostraram logo vontade de me acompanharem até Vila Nova para assim ajudarem os restantes elementos do Grupo. 

Quando aceitei pegar esta corrida, já o casamento do Manel e da Inês estava marcado, sabia que não podia contar com alguns dos forcados mais experientes e que iria ter muitos forcados jovens para pegar a corrida, por isso não quis que nenhum mais velho deixasse esta "corrida", pois tinha confiança nos elementos que já esperavam por mim em Vila Nova.

Pedi para me acompanharem dois elementos já retirados, António José Casaca e Carlos Ramalhinho. Dispensam apresentações, mas nunca é demais referir, que são presenças assíduas do Grupo, seja numa corrida em Vimioso, Albufeira ou num treino e muito importantes para passarem a mensagem do que é ser do Grupo de Lisboa aos elementos mais novos.

Chegámos ao local da fardação ás 20h15 e depois de uma conversa, foi fácil fazer a lista da fardação, entre ausentes e lesionados, eramos 18 elementos disponíveis.

O 1º toiro Brito Paes, foi anunciado com cerca de 570 kg e escolhi o Eurico "Pisca" para abrir praça. O Eurico já tinha pegado dois toiros este ano e tinha dado todas as confianças para ser ele o escolhido para pegar este pesado Brito Paes. Começou por citar muito bem, mandou no toiro e acabou por não ter uma boa reunião pois empranchou-se e acabou por sair da cara do toiro com o 1º derrote. À 2ª tentativa, com a mesma vontade e querer, fez tudo bem, estando também o resto do Grupo muito bem a ajudar.

O 2º toiro estava anunciado com 525 kg e pareceu me o toiro perfeito para o Daniel "Mãozinhas" voltar a pegar de caras, depois de ter sido dobrado em Portalegre. Esteve muito bem em todos os momentos da pega e, tal como na 1ª pega da corrida, o Grupo esteve muito bem a ajudar.

O 3º toiro foi anunciado com 560 kg e para fechar a corrida escolhi o João Galamba Jr. O João já tem alguns anos de Grupo e este era o 2º toiro que pegava este ano. Este toiro levou cerca de 10 bandarilhas, e tal como os outros, saiu muito bem para a lide a cavalo e não apresentava grandes problemas ao Grupo. O João foi surpreendido pela rápida prontidão do toiro e não foi capaz de o "alegrar", tendo-se baralhado nos tempos da pega. À 2ª tentativa o toiro voltou a mandar no João, mas desta vez o João esteve melhor e mostrou muito querer e vontade para continuar na cara do toiro. Jonhy, com mais confiança em ti e menos nervosismo, consegues o nível que te conhecemos.

Acabada a corrida, houve um curto jantar para os que ficavam em Vila Nova e eu regressei com o Casaca, Ramalhinho e mais duas companhias, Pedro "Trolhone" e "Mãozinhas" para o casamento.

Após chegar ao casamento fiquei muito contente por ver a alegria que existia, não só pela noite que era do Manel e da Inês, mas também porque estavam muito contentes com a prestação do Grupo na corrida. 

Parabéns à Inês e ao Manel e que tenham um casamento muito feliz e que dêem forcados ao Grupo.

Parabéns a todos os que tiveram em Vila Nova de Milfontes, fiquei muito contente com a prestação do Grupo, mas mais contente fiquei com a moral com que todos enfrentaram esta corrida.

A próxima Corrida é já no dia 21 de Julho em Oliveira do Bairro.

Um abraço,

PP

04 julho 2013

Corrida de 6 Toiros em Sanguinheira



As primeiras palavras são de agradecimento ao convite e confiança do nosso Cabo para a ingrata tarefa de relatar, em jeito de crónica, mais uma corrida do GFAL.

Quis a Providência, em primeiro e a organização do festejo, em segundo, que no passado domingo, dia 30 de Junho, nos deslocássemos a Sanguinheira, Concelho de Cantanhede, volvidas apenas 43 horas do anterior compromisso, em Pêro Pinheiro, para a nossa primeira corrida de 6 toiros da temporada.

Responsabilidade acrescida e motivação extra eram as palavras de ordem. Corrida do Sr. Higino Sobral da Rocha, a quem estamos gratos pela receção e amizade.

Para tourear estavam anunciados Ana Batista, Alberto Conde e Manuel Teles Bastos, destacou-se o segundo, numa corrida harmónica, com peso e trapío ajustados à praça portátil, à excepção do terceiro e quarto, touros com mais peso, mais bastos e sérios, um pouco fora do tipo e do comportamento dos restantes irmãos de camada.

Os toiros cumpriram no geral, deixando-se tourear e não comprometendo nas pegas, realço o segundo da tarde, mais voluntarioso e com maior transmissão, o quarto saiu reservado, parado e defendendo-se. Pena o estado da arena, demasiado pesado e com verdadeiras crateras, situação que poderá ter contribuído para que o êxito não fosse maior.

Para o primeiro toiro, uma estreia, à primeira. O Cabo escolheu o jovem forcado Duarte Mira, boa recompensa para todo o seu empenho durante os treinos. O Duarte esteve muito calmo e sereno, andou, citou e carregou, não reuniu na perfeição, por inexperiência aliada ao mau estado do piso, no entanto a vontade falou mais alto e fechou-se com determinação para não mais sair, embora o touro não tenha dificultado, o grupo entrou rápido a ajudar um toiro que viajou com a cabeça e forcado pelo alto. Está de parabéns o Duarte e que tenha sido presságio para um percurso com muitos sucessos.

O segundo touro coube ao João Varanda de Carvalho, forcado também jovem e no começo destas andanças, demonstrou igualmente muita tranquilidade, cumpriu os cânones da pega, e apenas a reunião, à semelhança da pega anterior, não é perfeita pelo estado do piso, facto que não impediu que se consumasse à primeira, por muito querer do João e célere recuperação do primeira ajuda Rui Gil, também com o touro viajando por alto e ajudado eficazmente por todo o grupo.

Ao terceiro da tarde, toiro maior, com mais presença, foi o forcado António Cortesão, nessa tarde a “jogar em casa” uma vez que é da região. O António não sendo propriamente um principiante e talvez por “influências asiáticas” do seu ano académico, esqueceu-se um pouco das maneiras nesta pega, não falo na eficácia, mas na maneira de pegar. Uma vez forcados, somo-lo até quando estamos a dormir, e então em praça devemos abusar desse estatuto. 
O António fez uma boa pega à segunda, com uma reunião rápida e fechando-se, enrolado, na cara do toiro, mas tem de treinar mais o cite. A elegância, a arte e até a vaidade devem fazer parte da nossa farda, andar para um touro não pode ser o mesmo do que ir ao café Toino! 
Na primeira tentativa o António recebe bem o toiro, faz uma viagem sem derrotes até às tábuas, onde bate e sai com violência, por falta de uma mãozinha dos ajudas que neste touro, quiçá por se diferenciar dos três primeiros, tenha provocado mais temor, no entanto devemos crescer à medida que cresce o toiro e aí sairemos sempre por cima.

O quarto da tarde era reservado, parado e a defender-se, prevendo-se um toiro a sair com maldade, mas quando há forcados a estarem bem, essa maldade esfuma-se depressa. Neste toiro o Cabo escolheu o João Luz, forcado com mais tarimba, para um touro que pedia tarimba. O João esteve muito bem, consciente e fez o que se deve fazer, poucas veleidades, poucas vantagens e muita decisão, reunião perfeita, bem fechado e superiormente ajudado pelo grupo, que depois da pega anterior ter falhado na primeira tentativa, se redimiu agora, pondo “toda a carne no assador.” 
Destaco a eficácia e voluntarismo do Armando Nunes na primeira ajuda, de nota e com direito a chamada, justa, para agradecimento. O Armando que na ajuda ao António Cortesão esteve menos bem, tentando ajudar “rodando o pitón”, nesta pega deu o peito ao toiro e ao forcado, recuou e fechou-se com técnica e mando, assim as coisas muito dificilmente não resultam. Pega dura à primeira e muito bem ajudada por todos.

Para a pega do quinto, o Cabo designou o João Mendes Pereira. Esteve muito correto desde o cite ao final da pega, o touro sai-lhe solto, o que pela pouca experiência poderia tê-lo surpreendido, coisa que felizmente não aconteceu, o João não se descompôs, aguentou a investida, recuou na medida e fechou-se à primeira, mais uma vez bem ajudado pelo grupo.

O saldo ia mais que positivos, 4 toiros à primeira e um à segunda,

Para epílogo nesta tarde de toiros foi indigitado o Martim Cosme Lopes, que apenas 43 horas antes havia feito uma bela pega em Pêro Pinheiro. 
O Martim é um forcado muito novo, mesmo muito novo e como tal com uma grande margem de progressão, pelo menos assim se espera.
Nesta pega, a um toiro sem dificuldades, o Martim não se conseguiu encontrar, é normal num forcado jovem, não é motivo de preocupação, o traquejo vai-se fazendo com o passar dos anos. As coisas não se resolvem com pressas mas sim devagar e quando não resultam à primeira tentativa, como foi o caso, temos de refletir o que de errado fizemos para corrigir logo na tentativa seguinte. 
O piso estava muito mau, é certo e ninguém duvida, então devemos adaptar-nos o mais possível a essa circunstância, recuando em bicos dos pés e sem brusquidão. Nas duas primeiras tentativas o Martim afogou demasiado o touro e não conseguiu sacar-se a tempo, desequilibrando-se e caindo-lhe na cara. Se tivesse consentido mais o toiro, deixá-lo vir de mais longe, recuando miudinho e nos bicos dos pés, a pega tinha sido consumada à primeira, assim apenas à terceira se fechou, com pouco brilho mas com uma vontade emergente do Martim, que nunca desmoralizou. 
Martim, a pega não é um conceito fechado, cada toiro tem a sua pega. Como disse, não é preocupante, está apenas a começar.
O recuar nos bicos dos pés deve aplicar-se sempre e por todos os forcados de cara, pode influenciar uma pega, mais ainda quando os terrenos estão impraticáveis e isso viu-se, afortunadamente sem consequências, em algumas das nossas intervenções.

O Cabo apostou e muito bem no futuro do Grupo, dando-lhes sítio e pondo-os à prova, à chamada todos disseram presente, uma palavra especial para o menos jovem Nuno Maria Bonneville que, de entre uma boa actuação, no cômputo geral, dos demais ajudas e sem desprimor para ninguém, esteve, durante toda a tarde, no lugar certo.

Foi um domingo bem passado, teria sido melhor se o sistema anti-poluição da viatura do Bonne não nos tivesse privado de um bom leitão à moda da Bairrada! Mas enfim, é mais uma história que fica para contar…faz parte da Festa.

Oxalá que não escreva mais crónicas das nossas corridas…é sinal que voltei a estar fardado ao vosso/nosso lado!

Venham as próximas e que sejam, pelo menos, iguais a esta!


Bernardo Salgueiro Patinhas

Pêro Pinheiro



No passado dia 28 de Junho actuámos na simpática localidade de Pêro Pinheiro.

Repartimos cartel com os cavaleiros Rui Salvador, Ana Rita e David Gomes, e com o grupo de forcados amadores de Monforte na estreia da ganaderia Fontembro do nosso querido amigo José Lavrador.
Apesar de o piso não se encontrar nas melhores condições os cavaleiros arriscaram e os toiros corresponderam, tornando a corrida numa noite sobrada de emoção.

A fardação decorreu em clima de tranquilidade e com direito a umas jogadas de futebol. Para esta corrida o cabo resolveu apostar na rapaziada mais jovem fardando alguns veteranos para maior segurança.

Para o nosso primeiro toiro que não abriu até ao final da lide, a escolha do cabo recaiu no forcado Miguel Nunes que já tem vindo a dar provas nas ultimas temporadas. 
O Miguel brindou a sua sorte ao nosso querido Zé Maria Cortes que se encontra presente no coração de todos e jamais será esquecido. 
Andou tranquilo para o toiro mas no momento de carregar o toiro sai com pata e tardou a sacar-se da investida empranchando-se o suficiente para não aguentar o derrote forte do toiro. Na segunda tentativa voltou a não reunir nas melhores condições e a não ficar. Na terceira tentativa e com o toiro já a complicar-se, esteve bem e com uma enorme ajuda do Mota Ferreira viajou até cá atrás onde o grupo tardou a entrar e acabaram por sair os dois. Na quarta tentativa e já com ajudas mais carregadas acabámos por resolver um toiro que se vinha a complicar de tentativa para tentativa. Uma palavra de apreço para a postura do Miguel que nunca virou a cara e voltou sempre a citar com as mesmas ganas. Todos temos dias menos bons e não tarda estarás aí a desfrutar de mais um triunfo merecido!

Para o nosso segundo toiro que não apresentava grandes problemas, o cabo escolheu o nosso mais jovem forcado Martim Cosme Lopes. Após um sentido brinde ao ganadero, citou com toreria e tranquilidade, tardou a carregar e o toiro acabou por sair solto, mas o Martim recuou como mandam as regras e trouxe a investida ensarilhada até ao momento certo onde reuniu com ganas. Boa pega.

O ultimo toiro calhou em sorte ao Eurico Medronheira “Pisca”. Fez tudo bem do principio ao fim. Toureiro no cite e a carregar no momento certo, recuou o necessário e quando abraçou o toiro foi com raiva e vontade de querer ficar! Quando saiu da cara do toiro olhou para o céu e piscou o olho. Sabemos bem que não pegas só por ti ou por nós... pegas pelo nosso Pisca que de certeza está muito orgulhoso de ti!

Uma palavra de destaque para o Rui Gil que se fez notar nas primeiras ajudas.

No final jantámos na feira, em alegre convívio com os nossos amigos do grupo de Monforte e também com o simpático casal de empresários Lucia e Henrique Gil que montaram mais uma boa corrida.

Um abraço do vosso João Vasco Lucas.

02 julho 2013

Noticias do Grupo

 - Chegámos ao final do mês de Junho com 4 corridas, 2 festivais e 21 toiros pegados. Pegaram de caras 18 forcados diferentes e fardaram-se 32 forcados.


- Em Julho teremos 2 corridas, no dia 13 regressamos a Vila Nova de Milfontes e no dia 21 vamos pela 1ª vez a Oliveira do Bairro.
- Em Agosto pegamos dia 2 em Paio Pires, dia 3 na Terrugem, dia 4 na Figueira da Foz, dia 10 em Vinhais e dia 14 em Alcácer do Sal. Durante este mês daremos mais datas para o mês de Agosto.

- As crónicas das corridas de Pêro Pinheiro e de Sanguinheira estarão on line nos próximos dias.

- Amanhã ás 20 horas, na Igreja São João de Deus, na Praça de Londres, haverá missa de 7º dia pelo nosso amigo e Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Montemor, José Maria Cortes. 

29 junho 2013

Zé Maria


Zé Maria,

Conheci-te pelo teu irmão, na altura um herói para mim no Liceu, dizia-se que nas imediações do nosso "Rainha Dona Leonor", tinha placado um ladrão que acabara de roubar uma velhinha e assim a policia tinha apanhado o ladrão, o Duarte não tinha mais de 15 anos quando isso aconteceu. 
Foi ele que me levou para a Agronomia e assim começou a minha amizade com a tua família.

Lembro-me perfeitamente de ires para o Liceu sempre equipado para jogar futebol, aquela tua camisola do Barcelona e aqueles calções mínimos não eram sinal de teres aula de educação física, mas sim da tua paixão pelo desporto.

Apanhávamos o comboio em Entre-Campos e saíamos em Alcântara para ir para os treinos, muitos vezes no regresso era o teu pai que nos trazia, outras vezes chegávamos tardíssimo a casa, quando vínhamos no autocarro 27 ou no 56.
Os anos foram passando, mudei de escola, saí da Agronomia e o nosso convívio foi interrompido até que nos voltámos a encontrar onde foste muito Grande, nos toiros.

Para onde foste, olha por todos nós forcados, pelos teus grandes amigos, pelo teu Grupo, mas principalmente pela tua família.

Este é mais um interregno no nosso convívio, quando nos voltarmos a encontrar quero fazer parte dos teus melhores amigos!

Um grande abraço do teu amigo,

PP

27 junho 2013

Grupo de Forcados Amadores de Lisboa de luto.



Caro José Maria,

Hoje, é um dia muito triste e, estas, são palavras de quem sente a tua perda sem olhar a Jaquetas.

Sobretudo, sentimos falta do Homem, do Amigo de sorriso franco e do grande Forcado que com tantos momentos de toreria nos brindou.

Neste momento de profunda dor, queremos transmitir toda a força à tua Família e ao Grupo de Forcados Amadores de Montemor.

Estamos aqui para o que precisarem e acompanhamos-vos em oração!

Que descanses em Paz!

                                   P.N                            A.M


23 junho 2013

José Maria Cortes

José Maria Cortes, cabo do Grupo de Forcados Amadores de Montemor, foi vitima das "liberdades" do nosso país de há uns anos para cá. Sofreu duas facadas em orgãos vitais e encontra-se neste momento na pega da sua vida.
Hoje somos todos do mesmo Grupo e rezamos para que fiques bom depressa.

Um grande abraço do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa,

Pedro Maria Gomes

18 junho 2013

Noticias do Grupo

- No dia 28 de junho o Grupo voltar a entrar em praça, será em Pêro Pinheiro, muito perto de Lisboa. Pela 1ª vez em Pêro Pinheiro vai-se realizar uma corrida de toiros e será também a estreia da Ganaderia  Fontembro do amigo do Grupo José Lavrador.

- Dois dias depois, dia 30 de junho, vamos até Sanguinheira (Cantanhede). Pegamos 6 toiros da Ganaderia Higino Soveral, que todos nós sabemos que não são "pêras doces".

- Dia 13 de julho, temos jornada dupla. O "Manel de Viana" vai subir ao altar à tarde e à noite o Grupo pega em Vila Nova de Milfontes.

- O mês de agosto será preenchido e daqui a alguns dias apresentamos as datas.

- A nossa página oficial do Facebook tem neste momento 842 Gostos, partilhem a página pelos contactos para chegarmos aos 1000 até ao final do mês.

- De seguida apresentamos os cartéis de Pêro Pinheiro e Sanguinheira.


Até Pêro Pinheiro!

10 junho 2013

Toiros de verdade para Forcados de verdade.


Começo por pedir desculpa a todos, pelo atraso na publicação desta crónica, mas no final irão poder constatar que faz o seu sentido que seja publicada no dia de hoje.

Portalegre, dia 01 de Junho pelas 22 horas, cartel rematado pela Empresa "Toiros+", composto pelos Cavaleiros, Luís Rouxinol, Marcos Bastinhas e o recém "doutorado" João Maria Branco. Forcados Amadores de Lisboa e Portalegre e os Toiros da prestigiada ganaderia Espanhola, Guardiola.

Passados 18 anos, voltámos a ser convidados para uma corrida em Portalegre, e como se isso, só por si, não fosse bastante, iríamos ter por diante um curro de Toiros que impunha respeito. Como estratégia de promoção por parte da Empresa, a "imagem" dos "Toiros de Verdade para Toureiros de Verdade", não deixava de estar presente...

Pelo simpático convite do antigo forcado do grupo de Montemor, Manuel Mata, a fardação e a ceia, fez-se em sua casa na Vila Porto da Espada a 15 km de Portalegre. Um grande Olé para o Manuel e para toda a sua família, pela forma extraordinária como nos receberam!

Os Toiros Guardiola... Estavam irrepreensíveis de apresentação e, embora não me tenham parecido bravos na verdadeira acepção desse significado, todos deram boa lide. Para os forcados, vinham com codícia e muito embora tenham apresentado sempre uma investida franca quando chegavam à pega, vinham pelo seu caminho, mas como se diz na gíria, "arrancavam para comer" e com violência.



Para o nosso primeiro toiro, com 565 kg lidado pelo Cavaleiro Luís Rouxinol, o escolhido foi o Manuel Guerreiro. Brindou aos recém empresários, Lúcia Loureiro e Henrique Gil.  

Quanto a mim, era o toiro que mais destoava dos seus irmãos. Na investida partilhava das características dos restantes, mas na altura da reunião, humilhava demais e fazia o resto da viagem a tentar despachar com a cara em baixo. O Manuel esteve enorme nas duas tentativas, mas na primeira, o toiro despachou-o, antes sequer da 1 ajuda conseguir entrar. Na segunda, com o grupo mais avisado, concretizou-se uma boa pega com a entrega de todos!





Para o nosso segundo, com 540 kg lidado pelo Cavaleiro João Maria Branco a escolha recaiu no Pedro Miranda. Após brinde ao Manuel Mata e à sua Família,  secundado pela experiência, o Pedro andou com muita calma,  mandou em todos os tempos da sorte e aguentou uma viagem com poder a meia altura muito bem ajudado pelo grupo!




Para fechar a nossa corrida, a um Toiro com 540 kg lidado pelo aniversariante Marcos Bastinhas, para a cara, foi chamado o Daniel Batalha. 

Após brinde à praça, o Daniel esteve toureiro no cite, com calma e a dominar os tempos. Provocou-lhe a investida e fez uma reunião perfeita, mas este era dos que vinha a "apitar" e, apesar de o Daniel ter aguentado 2 derrotes violentíssimos perfeitamente acoplado à cara (estava aqui a pega da noite), não foi capaz de aguentar o terceiro derrote com que o toiro o "despachou" para o chão deixando-o inanimado. 

Momentos de tensão, mas eis que surge o inevitável João Vasco Lucas (meu velho, estás cada vez mais como o vinho do Porto…)  a dizer presente para a dobra. O João foi mais em curto e com o grupo a ajudar muito bem, mas nem isso impediu que o toiro se deixasse de empregar como se da primeira tentativa se tratasse, grande pega!





Já tive oportunidade de o referir publicamente, mas houve ainda outro momento que tocou a todos na praça de uma forma especial e a mim, particularmente, deixou-me bastante orgulhoso. 
No segundo toiro do grupo de Portalegre, um toiro bruto que vinha a despachar tudo e todos, o forcado da cara estava a aguentar estoicamente, mas os ajudas não conseguiam entrar e ficar. 
Num acto espontâneo, pouco ou nada visto, vimos o João Pedro Mota Ferreira - num acto revelador de toda a sua afición - saltar as tábuas para ajudar desinteressadamente (como deve ser um forcado amador) a concretizar aquela pega. No final grande ovação para o forcado da cara e para o Mota Ferreira que foi, justamente, convidado para dar a volta. 





Para terminar e para que percebam o sentido da publicação desta crónica no dia 10 de Junho, dia de Portugal, deixo-vos com um excerto adaptado de um texto que tive de escrever para outras "lides" e que só por si, já ajudava a perceber o que se passou nesta corrida:

TOCA P’RÁ UNHA

Jaqueta apertada, barrete verde e a cinta escarlate da cor do sangue e do vinho. É a galhardia a firmar o passo decidido no redondel, mão na cintura alegrando o cite: Eh Toiro!
Brava forcadagem, que faz jus a esse sangue luso, que nos enche o peito. Num misto de respeito e coragem, é ele, o moço do forcado quem vai ao toiro. 
Único e espectacular, de incontestável verdade, é este país em praça, este país em raça, frente ao Toiro na arena.
Pedro Maria Gomes, João Vasco Lucas, Pedro Miranda, Pedro Gil, Pedro Nunes, Gonçalo Patricio, Armando Nunes, Manuel Guerreiro, João Galamba, João Pedro Mota Ferreira,  Pedro Parrulas, Ricardo Lebre, Fernando Santos Costa, Manuel Correia, João Luz, Daniel Batalha, Miguel Nunes e Rúben Ramos, alguns nomes que rasgaram praças em aclamação. Gentes nossas que deram nome e honra à jaqueta que os abraçou. Amadores de sempre, aficcionados de alma como raros.

Muito de vós é Portugal, o vosso Portugal, que orgulham quando toca p’rá unha.




Nota de Redacção: Fotografias gentilmente cedidas pelo amigo Hugo Teixeira do Diário Taurino

08 junho 2013

Noticias do Grupo


- Amanhã, temos mais um treino em Canal Caveira, em casa do antigo forcado José Fernando Raposo, seguido de uma feijoada à moda de outro antigo forcado do Grupo, Campos.

- Teresa Tarouca, esposa do nosso Mestre Nuno Salvação Barreto, vai ser homenageada no dia 10 de junho, pela sua carreira no Fado. Parabéns!

- Daniel Batalha, forcado do Grupo que no passado sábado recolheu à enfermaria, está bem e felizmente não passou de um susto.

- Pedimos desculpa pela demora da crónica de Portalegre, mas nos próximas dias já está disponivel. Partilhamos o link do video das pegas da corrida. http://www.youtube.com/watch?v=2f5pKwsJrGo

Bom fim de semana