14 agosto 2013

Digressão a Vinhais



Digressão a Vinhais

Primeiro queria agradecer ao nosso Cabo o convite que me fez para escrever um bocadinho sobre este fim-de semana. Não estou muito habituado a estas lides das crónicas, assim como também não estou habituado a ficar na bancada, mas pelo “amasso” em Paio Pires, assim o nosso Cabo, por bem, o entendeu. De facto tem sido estranho ver cá de cima o meu grupo, mas vai dando para recuperar a 100 %.
Mas vamos ao que interessa! A digressão para a maior parte do grupo começou na sexta ao fim do dia, com direcção ao norte e com paragem num dos mais famosos restaurantes da “Inbicta”, o Capa Negra, onde servem das melhores francesinhas…
No sábado ao chegarmos a Vinhais depois de “papar-mos” muito alcatrão, deparamos com uma bonita Vila, e com óptimas instalações públicas. Uma fantástica piscina que a rapaziada não resistiu a um mergulho, seguida de uma futvolada para aquecer as unhas aos TIGRESSSSS, porque os Santos Silva nos esperavam na corrida do Blog Sortes de Gaiola do nosso amigo João Cortesão.
Já com a rapaziada pronta para a guerra seguimos para a bonita praça, recentemente inaugurada, para nós estreia absoluta neste redondel, onde repartimos cartel com o GFA das Caldas,
Para o primeiro toiro da noite o nosso Cabo escolheu o João Ricardo, que nos tem habituado à sua garra! O toiro a rondar os 488 kg arrancou-se com pata depois de bem mandado pelo João, com uma boa reunião mas com um derrote para baixo que acabou por tirá-lo da cara. Acabou por consumar à 4ª tentativa já a sesgo e com o grupo a ajudar bem, pois nas outras tentativas o João não reuniu bem mas sempre cheio de ganas.
Para o nosso segundo da noite com 490 kg, o PP mandou o Daniel Batalha (manitas), que pegou à segunda, depois de uma primeira tentativa em que o toiro não permitiu que o “Mãozinhas” se fechasse bem. O grupo ajudou bem, com uma boa primeira ajuda do Toino (António Cortesão).
Para fechar a nossa actuação, a um toiro com 420 kg, foi escolhido para a cara o João Varanda, que já soma 4 toiros esta temporada e que cada vez nos tem vindo a dar mais confiança. O João fez uma pega limpa com todos os tempos da pega correctos e com o grupo a ajudar bem.  

E assim foi a prestação do nosso Grupo, que tá a fazer uma grande temporada, graças ao esforço e empenho de todos. Tivemos depois no jantar, a agradável companhia do GFA das Caldas, onde trocamos penáltis à bruta… 
Queria agradecer a presença indispensável dos Veteranos do nosso GFAL e da Tia Manuela, que sempre que pode nos acompanha…

Um grande abraço,

Pedro Nunes

13 agosto 2013

Figueira da Foz


720 quilómetros, 48 horas, 12 toiros, 3 praças, 1 grupo. São estes os números da mais recente digressão do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, que começou em Paio Pires, passou pela Terrugem e acabou em grande na Figueira da Foz. É justamente sobre a festa na Figueira que tenho a honra de escrever. Foi no domingo, 4 de Agosto. 

A cidade estava calma e soalheira, mesmo com o furacão do Algarve nas previsões para o fim da tarde.

Ainda não eram quatro horas, já o Grupo estava reunido no hotel – para mal da sesta de alguns hóspedes – preparando-se para entrar em praça às cinco e meia com o Grupo do Aposento da Moita, Sónia Matias, Ana Baptista, Filipe Gonçalves, Marcos Bastinhas, Tiago Carreiras e Mateus Prieto. À sua espera tinham 6 toiros Varela Crujo.  

O primeiro da tarde e da recta final da digressão, com 510 quilos, deu uma boa prestação a Sónia Matias e acabou pegado à primeira tentativa pelo Cabo Pedro Maria Gomes. Estava bem aberta a praça e começava a desenhar-se com brilho o epílogo da digressão.

O terceiro da tarde, com 500 quilos, foi “vítima” do furacão do Algarve, que está a fazer uma temporada exuberante, massobreviveu para ser pegado, à primeira tentativa, pelo Daniel Batalha. Uma boa pega que deve ter feito o cavalo Xique, de Filipe Gonçalves, continuar a bater palmas já no pátio.

Depois, o quinto da tarde, o último do Grupo nesta digressão, era também o melhor e mais pesado deste lote, com 560 quilos. Foi lidado por Tiago Carreiras. Regressaria depois da corrida ao campo. Nobre e sem derrotar muito, o touro não complicou, mas depois de uma primeira tentativa com falhas, acabaria por ser bem pegado pelo Pedro Gil à segunda tentativa.

Estava assim concluída mais esta digressão do GFAL, com uma boa actuação, numa boa corrida, onde só se lamenta um Coliseu Figueirense meio cheio.

Bom, haverá melhor forma de rematar 6 toneladas de toiros do que com 6 toneladas de marisco e vinho q.b.? Não, e por isso a festa passou para a “casa” da Rosa Amélia, grande Amiga do Grupo, que proporcionou a festa que o GFAL, depois desta grande jornada, merecia. Os brindes sucediam-se e creio que era possível ouvi-los em Coimbra. Só espero que no restaurante não estivessem também alguns hóspedes do hotel, porque se alguma coisa aprendemos com esta crise que o país atravessa, é que temos de distribuir os sacrifícios. Ou não.

Uma palavra também para os muitos discursos que foram feitosmas em particular para os discursos do Cabo – queneste fim-de-semana de peso provou, uma vez mais e sem margem para dúvidas, estar à altura da missão que lhe foi confiada  dos Veteranos – que confirmaram com a sua grande experiência o bom momento que o Grupo atravessa – e para o discurso da Rosa Amélia – que trouxe um parte da história do GFAL para a mesa, lembrando emocionada a amizade que a une ao Grupo e que deve ao Seu Aníbal.



E foi assim na Figueira da Foz. Espero ter conseguido transmitir o ambiente que lá se viveu, embora deva confessar a enorme dificuldade que senti, pois há momentos em que à pergunta “como foi?”, só nos ocorre dizer “foi lindo”, pois nem sabemos por onde começar, se pela boa corrida, pelas boas pegas, pela grande festa ou pela celebração da união, da amizade e da entrega que se vê no Grupo. Enfim, foi lindo.

Mas agora, e para terminar, deixemo-nos de pieguices, porque este Grupo, depois de 720 quilómetros, 48 horas e 12 toiros,numa altura em que só devia pensar em cerveja e massagens, como as vacas Wagyu , já estava com a cabeça em Vinhais, no fim-de-semana seguinte, corrida cuja crónica só aguarda a publicação desta. E à hora a que escrevo, já as atenções se viram para Alcácer do Sal, onde o grupo celebra o seu 69.º aniversário. São umas atrás das outras. Nem dá para se fazer uma crónica sossegado. Já nem sei sobre que corrida era a minha crónica.

Parabéns ao GFAL. Muita sorte.  

Zé Pedro Silva

11 agosto 2013

Terrugem



Terrugem, 3 de Agosto de 2013

Desta vez é bem mais fácil escrever um apontamento sobre a prestação do nosso Grupo, em primeiro lugar porque esteve irrepreensivel, das ajudas aos caras, passando pelo rabejador. Em segundo lugar, porque infelizmente, por lesão de um touro durante a lide, só tivemos oportunidade de pegar dois touros, o que me facilita a vida na escrita! 

Já não pegávamos na bonita Terrugem Alentejana há já alguns anos, facto que, juntamente com a ganadaria que enfrentaríamos, Charrua, actualmente representada pelo nosso amigo Gustavo Charrua, neto do fundador, Sr. António Charrua, nos aumentava a responsabilidade.

Para tal empresa o Cabo Pedro Maria optou por forcados mais experientes, de forma a não deixar escapar o triunfo e a segurança da actuação, assim foi, não vou, nem consigo individualizar as pegas, por ambas terem sido muito iguais, muito por culpa dos touros e dos forcados, tanto o primeiro, pegado à primeira pelo João Luz, como o segundo, também pegado à primeira, pelo Manuel Guerreiro (que fazia a dobradinha) após a correctissima reunião de ambos, João Luz e Manuel Guerreiro, viajaram com a cara por baixo, tirando brilho, mas nunca mérito à pega, quando as coisas são bem feitas parecem fáceis, aos olhos do espectador mais distraído ou menos exigente, puro engano, o mérito em fazer tudo perfeito retira muitas vezes brilho, são as pegas para os aficionados. Pena que os touros não tenham transmitido um pouquinho mais, tinha sido o ideal.
Os ajudas, todos, e os rabejadores entraram na hora para consumar duas bonitas pegas, que ficam para a história da nossa passagem, esperando que seja a primeira de muitas, pela Terrugem.

No que toca aos cavaleiros não posso deixar de destacar a actuação do Filipe Gonçalves, mais uma de muitas que felizmente está a ter esta temporada. Correctos e discretos estiveram os seus alternantes, Mia Brito Paes, a quem tocou o infortúnio da lesão do seu segundo touro, tendo deixado a lide a meio e Tiago Carreiras, francamente bem no seu primeiro.

Alternámos com os Amadores de São Manços, que vieram a ganhar o troféu da melhor pega, com uma excelente pega ao touro com mais emoção. Realço a nobreza e simpatia do gesto deste Grupo que, ao ver que o touro do Grupo de Lisboa se lesionara e que não haveria sobrero, que pegaríamos apenas dois touros, convidou gentilmente alguns elementos do GFAL, após brinde, para partilhar a pega do seu último. Bonito gesto que agradeço enquanto aficionado.

Uma nota final sobre a corrida, sobre um touro, o terceiro da corrida, um colorado, "Coelho Capaz", incansável, repetidor, fixo, emotivo, resumidamente, tudo aquilo que procuramos, ganadeiros e aficionados, bravo!

Ao cair do pano um agradecimento à Carmen, Concha e restante família, onde já incluo, como "gaiato mais novo", o nosso Mota Ferreira, pela recepção, repasto e habitual simpatia. É um prazer conviver desta maneira, se não tivessemos corrida no dia seguinte, os rebujitos tinham caído de outra forma!

Íamos na segunda de três...a poucas horas do marisco da Rosa Amélia...mas isso são contas de outro rosário!
Um abraço amigo!

Bernardo Salgueiro Patinhas

07 agosto 2013

Corrida de Paio Pires

“Nada é impossível para aquele que persiste”

                                                                                      Alexandre o Grande



Paio Pires: 2/08/2013
Cavaleiros: João Moura, António Brito Paes, Manuel Telles Bastos
Grupo de Forcados Amadores de Lisboa comandados por Pedro Maria Gomes
Toiros: Ganadaria Vinhas





2 de Agosto de 2013, dia que ficará gravado na memória de todos os que presenciaram na Aldeia de Paio Pires uma agradável noite de touros.

Para o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa esta corrida tinha, por várias razões, um sabor especial. Era o início de uma intensa e dura jornada taurina como há algum tempo já não gozávamos . A primeira de 3 corridas com 12 toiros pela frente.

Perante um curro com peso e trapio, de exemplar apresentação, digno de uma praça de primeira categoria o nosso cabo escolheu os elementos que na sua óptica seriam mais adequados para resolver os problemas que os Vinhas poderiam apresentar. Um misto de forcados com experiência e nome já bem presente na Festa, prontos para qualquer situação, e uma fornada de jovens “recrutas” com uma vontade enorme de andar para a frente, que têm mostrado o seu valor quando lhes é dada a oportunidade de poderem envergar a pesada tarefa de trajar a jaqueta do Grupo de Forcados Amadores de Lisboa.

Tentarei resumir o que assisti naquela noite o mais simplificadamente possível, pois, os pormenores, deixo-os para os entendidos.

Para abrir praça o nosso Cabo escolheu o “Pisca”. Forcado jovem e com uma vontade enorme de aprender, descendente de Um dos grandes do nosso Grupo, tem agarrado com unhas e dentes as oportunidades que lhe têm sido dadas. Tem sofrido infelizmente algumas lesões mas com a humildade e força com que já o conhecemos, tem sabido ultrapassar todos os problemas e apresentar-se sempre com um sorriso de orelha a orelha. Pegou à segunda tentativa. Continua assim Eurico tenho a certeza que tens sempre alguém a olhar por tí, contente com as opções que fizeste na tua vida. Nota para o Rui Gil que foi merecidamente chamado à praça resultado de uma boa primeira ajuda. O Rui que esteve afastado durante 2 anos destas lides, consequência de uma grave lesão interna ao tentar pegar um toiro de caras, regressou em boa hora e tem estado a desempenhar correctamente as funções de ajuda.

Duarte Mira lembro-me de ter estado fardado ao teu lado na trincheira durante a corrida de Oliveira do Bairro. O Pedro Maria alegrou esse teu dia, oferecendo-te um toiro. Foi com emoção que vi na tua cara uma expressão de vontade e enorme desejo de agarrar a oportunidade. Em Paio Pires a tua expressão era a mesma, foi pena a primeira tentativa, o toiro meteu a cara no chão e quando a levantou deu um derrote fortíssimo e inesperado não dando sequer tempo ao grupo de lá chegar. Pegou à segunda tentativa com o toiro a ter exactamente a mesma reacção mas a pronta ajuda dos restantes elementos e a vontade do Duarte de querer ficar na cara, fez com quem a pega fosse consumada.

Para o terceiro toiro saltou à praça o Varanda (atenção Varanda e não Varandas). O João tem demonstrado desde que começou a treinar no GFAL uma facilidade enorme na arte de pegar toiros de caras, muito se deva provavelmente também à sua magnífica preparação física. Fez tudo desde o início ao fim “como mandam os livros”,  educação a andar em praça, brinde, calma a andar para o toiro, cruzar-se, recuar, reunião, e quando assim é o que poderia ser difícil torna-se fácil. Não quero que, com este elogio entres em euforia e te sintas invencível. Tiveste uma noite boa mas, lembra-te que o artista principal é o toiro, é ele que manda. Tens muitos e seguramente bons anos pela frente de forcado, ouve sempre com atenção o que os mais velhos e experientes te dizem e ensinam. Desta maneira as coisas tornam-se mais fáceis. Pega tecnicamente perfeita à primeira tentativa.

Segunda parte da corrida, e na minha opinião, completamente diferente da primeira. Estavam prontos para sair em praça três toiros sérios e com peso, que exigiam forcados da cara experientes e um Grupo coeso a ajudar.

 PP elegeu o João Galamba. O hastado pedia um forcado que estivesse irrepreensível na sua cara. Como disse no início não vou pormenorizar o que se passou, mas de uma coisa estou certo, o que assisti durante as quatro tentativas foi um Grupo de amigos, que nunca virou a cara. Cresceu sempre perante as dificuldades exigidas por um toiro com pata, bruto quando metia a cara. O João saiu maltrado mas notava-se na sua cara uma manifestação de missão comprida. São estes os toiros que nos fazem cá andar, são estes os toiros que fazem com que olhemos uns para os outros no meio das tentativas e vejamos na cara dos nossos irmãos o orgulho de sofrer e por vezes derramar sangue a seu lado, são estes os toiros que fazem com que tenhamos o privilegio de sermos os eleitos de fardar com esta Jaqueta. Não podia deixar de referenciar o João Pedro Mota Ferreira e o Pedro Nunes. 2 Tigres que nunca viram a cara ao perigo. Seja em praças desmontáveis ou de alvenaria. O Mota na segunda tentativa, e mais uma vez, dá uma lição como se deve dar uma primeira ajuda sem nunca “afogar” o forcado da cara e conseguindo-se “montar” até cá atrás. O Nunes após o toiro deixar o grupo todo no chão e numa desesperada tentativa de manter o João Galamba na cara do toiro sofre uma pancada violenta na cabeça que o deixou inanimado. Após ter sido observado na ambulância pelo nosso amigo e incansável, Dr. Jorge Machado, regressou passado pouco tempo para junto dos seus amigos na trincheira. Só após o jantar se dirigiu ao hospital para ser devidamente avaliado, Imagem de marca do Pedro Nunes.

Maior e mais pesado da corrida, estampa de animal. A andar para o toiro um forcado que dispensa apresentações. O Manuel Guerreiro é um elemento de primeira linha, um forcado seguro que qualquer grupo gostaria de ter nas suas fileiras. Protagoniza dois pegões magnificamente ajudado pelos restante. Só os grandes têm capacidade para tal. Sem comentários.

Para fechar a actuação do Grupo da Capital o nosso cabo premiou o Daniel Batalha. Para quem priva com o “mãozinhas” conhece bem as suas aptidões físicas que deixam qualquer um de boca aberta. Magnifico rabejador que tem deixado as praças em êxtase ao rematar as pegas, tem também demonstrado reveladoras capacidades para a pega de caras e uma vez mais mostrou do que é capaz quando chamado a intervir. Pegou à primeira tentativa um toiro que saiu solto e com pata, emendando durante o caminho o facto de ter começado a recuar cedo de mais. Foi e muito bem aconchegado pelos ajudas a um toiro que empurrou forte até ás tábuas e que lutou para se livrar quando se sentiu agarrado.


Foi feita durante o intervalo, justa homenagem a João Moura pelos seus 35 anos de alternativa e pela contribuição à festa brava em Portugal e além fronteiras. Ofereceu a organização da corrida um ramo de flores e o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa um livro com a sua história. Foram também e merecidamente homenageados três filhos da terra. Três dos maiores e melhores Forcados com quem tive o prazer e a honra de me fardar, pegar e privar. Um agradecimento especial ao António José Casaca, Luís Segão e Nelson Lopes um exemplo de que um forcado nunca despe a sua jaqueta. A entrega e dedicação com que montaram esta corrida, são fruto de dois anos consecutivos de sucesso da corrida de toiros, nas comemorações das festas da Aldeia de Paio Pires. Uma palavra de simpatia para o café/restaurante Nova Lisboa que tem sempre as suas porta abertas, e preza constantemente a presença dos nossos elementos.


Não podia terminar esta crónica sem antes exprimir a felicidade que tive ao presenciar o  sector da bancada que nos estava destinado, repleto de antigas glórias, namoradas, mulheres e amigos. Obrigado por nos acompanharem incansavelmente durante estes três dias. Sempre que consigam e que vos seja possível juntem-se a nós. Este Grupo de Forcados Amadores de Lisboa, é também o vosso! Juntos somos mais fortes.

Pedro Maria, a nossa amizade permite que assim te trate. Aceitas-te pegar 12 toiros em três dias. Tarefa árdua e de muita responsabilidade. Tenho a certeza que muito meditaste e ponderaste se o havias de ter feito. Uma vez um grande General disse: “Nada é impossível para aquele que persiste”. Conheces melhor do que ninguém as tuas tropas, foste eleito porque és um líder e um exemplo. Por trás de um grande General há sempre um grande soldado, ficou demonstrado que estes nunca te abandonarão e que serás sempre respeitado, que estarão sempre prontos a servir a ti, e ao Grupo de Forcados Amadores de Lisboa.



Fernando Santos Costa
Lisboa 7 de Agosto de 2013

29 julho 2013

Noticias do Grupo

Aproxima-se um fim de semana "à antiga", 3 corridas e 12 toiros. 

- 6ªfeira voltamos a Paio Pires para pegar 6 toiros da Ganaderia Mário Vinhas Herds. A corrida começa ás 21h30 e o encontro fica marcado para as 19h no mesmo local do ano passado.

- Sábado é a vez de regressarmos à Praça de Toiros da Terrugem. Pegamos 3 toiros do nosso Amigo Gustavo Charrua.

- Acabamos o fim de semana numa praça com muita tradição para o Grupo, Figueira da Foz. Serão lidados toiros da Ganaderia Varela Crujo.

- As corridas no mês de agosto continuam, dia 10 pegamos em Vinhais com partida no dia 9 e no dia 14 regressamos a Alcácer do Sal, comemoramos neste dia 69 anos de História.

Pedimos a todos os antigos forcados a amigos do Grupo para nos acompanharem. 



26 julho 2013

Oliveira do Bairro


No passado Sábado, dia 21 de Julho, o Grupo de Forcados Amadores de Lisboa deslocou-se pela primeira vez a Oliveira do Bairro para mais uma corrida. 

Do cartel faziam parte: O Maestro João Moura, (na comemoração dos seus 35 anos de alternativa), António Maria Brito Paes e ainda Tomás Pinto. 

As pegas a cargo do nosso grupo e dos Amadores das Caldas da Rainha, lidavam-se toiros da recente ganaderia Fontembro ex Cabral Ascensão que deram bom jogo.
Registou-se uma boa entrada, cerca de 3/4 de casa de um público divertido e emotivo que ajudou os artistas a superarem-se. 
A corrida não estava pesada e o Cabo optou por dar mais uma vez a oportunidade aos novos, e em boa hora o fez, houve revelações, confirmações e muita vontade por parte dos novos em tirar o lugar aos “velhinhos”.

Para o primeiro toiro foi escolhido o forcado Duarte Mira. Citou de largo e teve tempo de se recrear, andou toureiro e com tranquilidade (fazendo lembrar o Mira Angolano) carregou e mandou na investida para trazer o toiro suficientemente toureado para uma boa reunião, dobrou-se com ele, o que permitiu uma viagem segura apesar do toiro ter desviado a trajectória, mas também o grupo compensou rápido e acabou por entrar atempadamente! 

Tendo em conta que é o seu ano de estreia e que era o seu segundo toiro... arrisco-me a dizer: Temos forcado!

O segundo toiro foi dado ao João Varanda de Carvalho, também ele a iniciar a sua carreira de forcado. Este toiro era mais cabano e investia bastante por baixo, o que dificultou as coisas ao João que é alto e tinha de se dobrar mais, o que não aconteceu na primeira tentativa e por isso teve de lá voltar. Ao que parece assimilou o que tinha feito mal e na segunda tentativa esteve perfeito, dobrou-se no momento da reunião e conseguiu trancar-se bem para consumar a pega com boas ajudas das segundas e terceiras. 

Para o nosso terceiro toiro uma estreia absoluta, Gonçalo Pereira, que andou muito tempo a acompanhar o grupo sem nunca perder a vontade, treinos, corridas, jantares... era ver o Gonçalo sempre presente e com vontade de ser forcado, ouvindo os mais velhos e sofrendo com algumas exigências da antiguidade dos outros, sempre com um sorriso e sem se lamuriar. A oportunidade chegou em Oliveira do Bairro! Na primeira tentativa, acusou o nervosismo e o excesso de ganas, ao carregar com vontade desequilibrou-se no momento de se sacar e recuou nos calcanhares, o que o fez cair de costas antes da reunião. Mas gostei de ver a cara de raiva com que se levantou, revoltado consigo próprio por não ter feito as coisas bem. Na segunda tentativa, aguentou e recuou em bicos dos pés para se fechar com ganas e entrar pelo grupo sem grandes dificuldades. Parabéns Gonçalo, ainda bem que não desististe, é um orgulho fardar-me a teu lado!

Seguiu-se um magnífico jantar no recinto da feira em que o GFAL espalhou magia pelos restantes clientes do restaurante que embalaram no clima de festejo com cantorias e penaltys! 

Tour...

Para alguns elementos a volta começou mais cedo. No Sábado de manhã partiram duas equipas por caminhos diferentes, eu, o cabo Pedro Maria Gomes e o João Galamba fomos até Montemor o Velho ferrar alguns bezerros da ganaderia do exmo. sr. Higino Soveral onde fomos mais uma vez muito bem recebidos. A outra equipa : Bombeiro, Micas, Bernardo Patinhas, João Varanda e Gonçalo Pereira, arrancou rumo a Fátima. Ponto de encontro ao por do sol em casa do General Santos Costa perto de Nelas, onde o Fernando e o General nos aguardavam para um repasto de sonhos preparado pelo Sr. António e pelo Sr. João que gostam sempre de receber a rapaziada e a quem tivemos oportunidade de brindar uma pega no dia seguinte. 
O jantar decorreu em clima de grande animação e ainda deu para ir tomar um café a Viseu, onde conhecemos uma prima afastada do Bombeiro da zona do Feijó mas radicada em Viseu. 
Noite de camarata com muita judiaria à mistura... momentos de diversão que ficam para sempre gravados na nossa memória.
Mais uma vez obrigado ao Fernando e ao nosso General por acolherem o esquadrão. 

No primeiro fim de semana de Agosto retomamos as digressões com 3 corridas e 12 toiros para pegar em 3 dias. 

É aqui que nos sentimos bem, é aqui que aprendemos a crescer como homens dentro e fora da arena... é aqui que criamos laços de sangue, porque verdadeiros irmãos de sangue... são os que sangram juntos!
É aqui que somos felizes! 

E o GFAL é o nosso grande amor!!! 

Beijinhos e abraços : João Vasco Lucas


16 julho 2013

13 de Julho de 2013 - Penha Longa - Vila Nova de Milfontes




No sábado passado houve jornada dupla com inicio à mesma hora. Na Penha Longa ás 17 horas (um pouco mais tarde, como é tradição) entrava na Igreja a Inês, para perante Deus, aceitar casar com o Manel (Viana) e à mesma hora começava o sorteio dos toiros para a nossa Corrida de Vila Nova de Milfontes.
Alguns dos elementos mais velhos, estavam presentes no casamento, e sabendo do peso dos toiros que nos tinham calhado em sorteio, mostraram logo vontade de me acompanharem até Vila Nova para assim ajudarem os restantes elementos do Grupo. 

Quando aceitei pegar esta corrida, já o casamento do Manel e da Inês estava marcado, sabia que não podia contar com alguns dos forcados mais experientes e que iria ter muitos forcados jovens para pegar a corrida, por isso não quis que nenhum mais velho deixasse esta "corrida", pois tinha confiança nos elementos que já esperavam por mim em Vila Nova.

Pedi para me acompanharem dois elementos já retirados, António José Casaca e Carlos Ramalhinho. Dispensam apresentações, mas nunca é demais referir, que são presenças assíduas do Grupo, seja numa corrida em Vimioso, Albufeira ou num treino e muito importantes para passarem a mensagem do que é ser do Grupo de Lisboa aos elementos mais novos.

Chegámos ao local da fardação ás 20h15 e depois de uma conversa, foi fácil fazer a lista da fardação, entre ausentes e lesionados, eramos 18 elementos disponíveis.

O 1º toiro Brito Paes, foi anunciado com cerca de 570 kg e escolhi o Eurico "Pisca" para abrir praça. O Eurico já tinha pegado dois toiros este ano e tinha dado todas as confianças para ser ele o escolhido para pegar este pesado Brito Paes. Começou por citar muito bem, mandou no toiro e acabou por não ter uma boa reunião pois empranchou-se e acabou por sair da cara do toiro com o 1º derrote. À 2ª tentativa, com a mesma vontade e querer, fez tudo bem, estando também o resto do Grupo muito bem a ajudar.

O 2º toiro estava anunciado com 525 kg e pareceu me o toiro perfeito para o Daniel "Mãozinhas" voltar a pegar de caras, depois de ter sido dobrado em Portalegre. Esteve muito bem em todos os momentos da pega e, tal como na 1ª pega da corrida, o Grupo esteve muito bem a ajudar.

O 3º toiro foi anunciado com 560 kg e para fechar a corrida escolhi o João Galamba Jr. O João já tem alguns anos de Grupo e este era o 2º toiro que pegava este ano. Este toiro levou cerca de 10 bandarilhas, e tal como os outros, saiu muito bem para a lide a cavalo e não apresentava grandes problemas ao Grupo. O João foi surpreendido pela rápida prontidão do toiro e não foi capaz de o "alegrar", tendo-se baralhado nos tempos da pega. À 2ª tentativa o toiro voltou a mandar no João, mas desta vez o João esteve melhor e mostrou muito querer e vontade para continuar na cara do toiro. Jonhy, com mais confiança em ti e menos nervosismo, consegues o nível que te conhecemos.

Acabada a corrida, houve um curto jantar para os que ficavam em Vila Nova e eu regressei com o Casaca, Ramalhinho e mais duas companhias, Pedro "Trolhone" e "Mãozinhas" para o casamento.

Após chegar ao casamento fiquei muito contente por ver a alegria que existia, não só pela noite que era do Manel e da Inês, mas também porque estavam muito contentes com a prestação do Grupo na corrida. 

Parabéns à Inês e ao Manel e que tenham um casamento muito feliz e que dêem forcados ao Grupo.

Parabéns a todos os que tiveram em Vila Nova de Milfontes, fiquei muito contente com a prestação do Grupo, mas mais contente fiquei com a moral com que todos enfrentaram esta corrida.

A próxima Corrida é já no dia 21 de Julho em Oliveira do Bairro.

Um abraço,

PP

04 julho 2013

Corrida de 6 Toiros em Sanguinheira



As primeiras palavras são de agradecimento ao convite e confiança do nosso Cabo para a ingrata tarefa de relatar, em jeito de crónica, mais uma corrida do GFAL.

Quis a Providência, em primeiro e a organização do festejo, em segundo, que no passado domingo, dia 30 de Junho, nos deslocássemos a Sanguinheira, Concelho de Cantanhede, volvidas apenas 43 horas do anterior compromisso, em Pêro Pinheiro, para a nossa primeira corrida de 6 toiros da temporada.

Responsabilidade acrescida e motivação extra eram as palavras de ordem. Corrida do Sr. Higino Sobral da Rocha, a quem estamos gratos pela receção e amizade.

Para tourear estavam anunciados Ana Batista, Alberto Conde e Manuel Teles Bastos, destacou-se o segundo, numa corrida harmónica, com peso e trapío ajustados à praça portátil, à excepção do terceiro e quarto, touros com mais peso, mais bastos e sérios, um pouco fora do tipo e do comportamento dos restantes irmãos de camada.

Os toiros cumpriram no geral, deixando-se tourear e não comprometendo nas pegas, realço o segundo da tarde, mais voluntarioso e com maior transmissão, o quarto saiu reservado, parado e defendendo-se. Pena o estado da arena, demasiado pesado e com verdadeiras crateras, situação que poderá ter contribuído para que o êxito não fosse maior.

Para o primeiro toiro, uma estreia, à primeira. O Cabo escolheu o jovem forcado Duarte Mira, boa recompensa para todo o seu empenho durante os treinos. O Duarte esteve muito calmo e sereno, andou, citou e carregou, não reuniu na perfeição, por inexperiência aliada ao mau estado do piso, no entanto a vontade falou mais alto e fechou-se com determinação para não mais sair, embora o touro não tenha dificultado, o grupo entrou rápido a ajudar um toiro que viajou com a cabeça e forcado pelo alto. Está de parabéns o Duarte e que tenha sido presságio para um percurso com muitos sucessos.

O segundo touro coube ao João Varanda de Carvalho, forcado também jovem e no começo destas andanças, demonstrou igualmente muita tranquilidade, cumpriu os cânones da pega, e apenas a reunião, à semelhança da pega anterior, não é perfeita pelo estado do piso, facto que não impediu que se consumasse à primeira, por muito querer do João e célere recuperação do primeira ajuda Rui Gil, também com o touro viajando por alto e ajudado eficazmente por todo o grupo.

Ao terceiro da tarde, toiro maior, com mais presença, foi o forcado António Cortesão, nessa tarde a “jogar em casa” uma vez que é da região. O António não sendo propriamente um principiante e talvez por “influências asiáticas” do seu ano académico, esqueceu-se um pouco das maneiras nesta pega, não falo na eficácia, mas na maneira de pegar. Uma vez forcados, somo-lo até quando estamos a dormir, e então em praça devemos abusar desse estatuto. 
O António fez uma boa pega à segunda, com uma reunião rápida e fechando-se, enrolado, na cara do toiro, mas tem de treinar mais o cite. A elegância, a arte e até a vaidade devem fazer parte da nossa farda, andar para um touro não pode ser o mesmo do que ir ao café Toino! 
Na primeira tentativa o António recebe bem o toiro, faz uma viagem sem derrotes até às tábuas, onde bate e sai com violência, por falta de uma mãozinha dos ajudas que neste touro, quiçá por se diferenciar dos três primeiros, tenha provocado mais temor, no entanto devemos crescer à medida que cresce o toiro e aí sairemos sempre por cima.

O quarto da tarde era reservado, parado e a defender-se, prevendo-se um toiro a sair com maldade, mas quando há forcados a estarem bem, essa maldade esfuma-se depressa. Neste toiro o Cabo escolheu o João Luz, forcado com mais tarimba, para um touro que pedia tarimba. O João esteve muito bem, consciente e fez o que se deve fazer, poucas veleidades, poucas vantagens e muita decisão, reunião perfeita, bem fechado e superiormente ajudado pelo grupo, que depois da pega anterior ter falhado na primeira tentativa, se redimiu agora, pondo “toda a carne no assador.” 
Destaco a eficácia e voluntarismo do Armando Nunes na primeira ajuda, de nota e com direito a chamada, justa, para agradecimento. O Armando que na ajuda ao António Cortesão esteve menos bem, tentando ajudar “rodando o pitón”, nesta pega deu o peito ao toiro e ao forcado, recuou e fechou-se com técnica e mando, assim as coisas muito dificilmente não resultam. Pega dura à primeira e muito bem ajudada por todos.

Para a pega do quinto, o Cabo designou o João Mendes Pereira. Esteve muito correto desde o cite ao final da pega, o touro sai-lhe solto, o que pela pouca experiência poderia tê-lo surpreendido, coisa que felizmente não aconteceu, o João não se descompôs, aguentou a investida, recuou na medida e fechou-se à primeira, mais uma vez bem ajudado pelo grupo.

O saldo ia mais que positivos, 4 toiros à primeira e um à segunda,

Para epílogo nesta tarde de toiros foi indigitado o Martim Cosme Lopes, que apenas 43 horas antes havia feito uma bela pega em Pêro Pinheiro. 
O Martim é um forcado muito novo, mesmo muito novo e como tal com uma grande margem de progressão, pelo menos assim se espera.
Nesta pega, a um toiro sem dificuldades, o Martim não se conseguiu encontrar, é normal num forcado jovem, não é motivo de preocupação, o traquejo vai-se fazendo com o passar dos anos. As coisas não se resolvem com pressas mas sim devagar e quando não resultam à primeira tentativa, como foi o caso, temos de refletir o que de errado fizemos para corrigir logo na tentativa seguinte. 
O piso estava muito mau, é certo e ninguém duvida, então devemos adaptar-nos o mais possível a essa circunstância, recuando em bicos dos pés e sem brusquidão. Nas duas primeiras tentativas o Martim afogou demasiado o touro e não conseguiu sacar-se a tempo, desequilibrando-se e caindo-lhe na cara. Se tivesse consentido mais o toiro, deixá-lo vir de mais longe, recuando miudinho e nos bicos dos pés, a pega tinha sido consumada à primeira, assim apenas à terceira se fechou, com pouco brilho mas com uma vontade emergente do Martim, que nunca desmoralizou. 
Martim, a pega não é um conceito fechado, cada toiro tem a sua pega. Como disse, não é preocupante, está apenas a começar.
O recuar nos bicos dos pés deve aplicar-se sempre e por todos os forcados de cara, pode influenciar uma pega, mais ainda quando os terrenos estão impraticáveis e isso viu-se, afortunadamente sem consequências, em algumas das nossas intervenções.

O Cabo apostou e muito bem no futuro do Grupo, dando-lhes sítio e pondo-os à prova, à chamada todos disseram presente, uma palavra especial para o menos jovem Nuno Maria Bonneville que, de entre uma boa actuação, no cômputo geral, dos demais ajudas e sem desprimor para ninguém, esteve, durante toda a tarde, no lugar certo.

Foi um domingo bem passado, teria sido melhor se o sistema anti-poluição da viatura do Bonne não nos tivesse privado de um bom leitão à moda da Bairrada! Mas enfim, é mais uma história que fica para contar…faz parte da Festa.

Oxalá que não escreva mais crónicas das nossas corridas…é sinal que voltei a estar fardado ao vosso/nosso lado!

Venham as próximas e que sejam, pelo menos, iguais a esta!


Bernardo Salgueiro Patinhas

Pêro Pinheiro



No passado dia 28 de Junho actuámos na simpática localidade de Pêro Pinheiro.

Repartimos cartel com os cavaleiros Rui Salvador, Ana Rita e David Gomes, e com o grupo de forcados amadores de Monforte na estreia da ganaderia Fontembro do nosso querido amigo José Lavrador.
Apesar de o piso não se encontrar nas melhores condições os cavaleiros arriscaram e os toiros corresponderam, tornando a corrida numa noite sobrada de emoção.

A fardação decorreu em clima de tranquilidade e com direito a umas jogadas de futebol. Para esta corrida o cabo resolveu apostar na rapaziada mais jovem fardando alguns veteranos para maior segurança.

Para o nosso primeiro toiro que não abriu até ao final da lide, a escolha do cabo recaiu no forcado Miguel Nunes que já tem vindo a dar provas nas ultimas temporadas. 
O Miguel brindou a sua sorte ao nosso querido Zé Maria Cortes que se encontra presente no coração de todos e jamais será esquecido. 
Andou tranquilo para o toiro mas no momento de carregar o toiro sai com pata e tardou a sacar-se da investida empranchando-se o suficiente para não aguentar o derrote forte do toiro. Na segunda tentativa voltou a não reunir nas melhores condições e a não ficar. Na terceira tentativa e com o toiro já a complicar-se, esteve bem e com uma enorme ajuda do Mota Ferreira viajou até cá atrás onde o grupo tardou a entrar e acabaram por sair os dois. Na quarta tentativa e já com ajudas mais carregadas acabámos por resolver um toiro que se vinha a complicar de tentativa para tentativa. Uma palavra de apreço para a postura do Miguel que nunca virou a cara e voltou sempre a citar com as mesmas ganas. Todos temos dias menos bons e não tarda estarás aí a desfrutar de mais um triunfo merecido!

Para o nosso segundo toiro que não apresentava grandes problemas, o cabo escolheu o nosso mais jovem forcado Martim Cosme Lopes. Após um sentido brinde ao ganadero, citou com toreria e tranquilidade, tardou a carregar e o toiro acabou por sair solto, mas o Martim recuou como mandam as regras e trouxe a investida ensarilhada até ao momento certo onde reuniu com ganas. Boa pega.

O ultimo toiro calhou em sorte ao Eurico Medronheira “Pisca”. Fez tudo bem do principio ao fim. Toureiro no cite e a carregar no momento certo, recuou o necessário e quando abraçou o toiro foi com raiva e vontade de querer ficar! Quando saiu da cara do toiro olhou para o céu e piscou o olho. Sabemos bem que não pegas só por ti ou por nós... pegas pelo nosso Pisca que de certeza está muito orgulhoso de ti!

Uma palavra de destaque para o Rui Gil que se fez notar nas primeiras ajudas.

No final jantámos na feira, em alegre convívio com os nossos amigos do grupo de Monforte e também com o simpático casal de empresários Lucia e Henrique Gil que montaram mais uma boa corrida.

Um abraço do vosso João Vasco Lucas.

02 julho 2013

Noticias do Grupo

 - Chegámos ao final do mês de Junho com 4 corridas, 2 festivais e 21 toiros pegados. Pegaram de caras 18 forcados diferentes e fardaram-se 32 forcados.


- Em Julho teremos 2 corridas, no dia 13 regressamos a Vila Nova de Milfontes e no dia 21 vamos pela 1ª vez a Oliveira do Bairro.
- Em Agosto pegamos dia 2 em Paio Pires, dia 3 na Terrugem, dia 4 na Figueira da Foz, dia 10 em Vinhais e dia 14 em Alcácer do Sal. Durante este mês daremos mais datas para o mês de Agosto.

- As crónicas das corridas de Pêro Pinheiro e de Sanguinheira estarão on line nos próximos dias.

- Amanhã ás 20 horas, na Igreja São João de Deus, na Praça de Londres, haverá missa de 7º dia pelo nosso amigo e Cabo do Grupo de Forcados Amadores de Montemor, José Maria Cortes.